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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Teria sido encontrada a passagem para o inferno?



Arrepiem-se! Talvez não seja preciso muito, mesmo porque parece que o inferno fica meio longe. A porta dele fica na Rússia. Mais precisamente na estação científica de Zapolyarny, perto de Murmansk, um importante porto russo no Mar Ártico, já dentro do círculo polar. A região pertencia à Finlândia até 1944. Faz um frio de rachar na superfície terrestre. Nas profundezas, um calor dos infernos. Literalmente.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sonhos, entre o mistério e a ciência



Quanto mais avança a ciência, mais luzes são trazidas à mente das pessoas (pelo menos, é isso o que dizem). Às vezes, de forma estrita. É o caso dos sonhos, por exemplo. Desde tempos imemoriais os sonhos são objeto das mais diversas especulações, algumas delas remetendo-os ao domínio dos mistérios e até mesmo do sobrenatural; outras, por sua vez, pretendem conferir-lhes um caráter psico-científico, embora sem maiores fundamentos, como é o caso das deduções freudianas. Agora, após estudos mais rigorosos baseados no mapeamento do cérebro durante o sono, algumas verdades podem finalmente ser trazidas a lume.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Neuromarketing: conheça-o e resista, se for capaz!



Você se considera resistente e invulnerável às técnicas de venda usadas pelas lojas comerciais em determinadas áreas? Você acha que ninguém conseguirá convencê-lo a comprar determinado produto ou mercadoria que não deseja, a despeito de ter entrado na loja “apenas por curiosidade”? Você pensa que ainda não nasceu o vendedor capaz de “empurrar-lhe” um produto, já que você decidiu não comprar nada naquela loja que está visitando apenas para “fazer companhia” a alguém? Se você respondeu afirmativamente a essas perguntas, pode ir tratando de mudar os seus conceitos.

Biocombustível a partir do uísque. Chiquérrimo!



Na Escócia está rolando uma experiência para transformar sobras de uísque em biocombustível. A proposta consiste em aproveitar os resíduos da fabricação da bebida para produzir o butanol, substância semelhante ao etanol e ao metanol, mas que seria produzida a partir de determinadas bactérias que digerem o açúcar encontrado nos resíduos. Esses resíduos chegam a quase 90% do material usado na fabricação e atualmente são destinados à fabricação de fertilizantes e ração para gado.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sabe onde ficam as costelas da tartaruga?



Já comeu costelinha de tartaruga ao forno? Bem assadinha, crocante, acompanhando uma cervejinha bem gelada. Uma delícia, né mesmo? Se respondeu afirmativamente, você é um grande mentiroso. Isso mesmo. Simplesmente porque tartaruga não tem costela.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A inteligência na visão dos inteligentes



Você já imaginou o sábio Albert Einstein correndo atrás de uma bola de futebol com a camisa do Barcelona (ou do Bayern de Munique)? Ou então o genial Messi tocando violino na orquestra de André Rieu? Eles são gênios, é verdade, mas cada um na sua. Não existe um só vivente na face da Terra que seja especialista em todas as áreas da atividade humana. O ensaio sobre a inteligência aborda esses e outros aspectos dessa faculdade que é exclusiva dos chamados homo sapiens (alguns nem tanto).

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Para salvar o mundo vale ferrar os mares?


Há muito tempo a humanidade vem buscando soluções para uma situação que pode comprometer a sua própria existência num futuro não muito distante. Os cientistas de todo o mundo estão alertando, há décadas, sobre os maléficos efeitos de um aquecimento global que estaria se aproximando, podendo tornar a vida humana no planeta Terra quase que inviável ou, pelo menos, extremamente dificultada, particularmente em determinadas regiões. Mas os interesses políticos de muitos governantes, aliados a um injustificado e inconfessado egoísmo faccioso, têm provocado o sistemático fracasso de

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Do homo ao húmus, a vida continua


Um assunto muito em voga atualmente é o desenvolvimento dos seres humanos e a sua possível (provável seria o termo mais adequado) transmutação para um estado mais aperfeiçoado num futuro (não muito) remoto. Dessa discussão estão participando cientistas das mais diversas áreas do conhecimento, mas são os filósofos que dão as tintas do que seria a “geração do futuro” ou, nas palavras da maioria deles, a espécie do pós-humano. Compilando as lucubrações de muitos desses pensadores, pode-se também chamar aquilo que eles projetam para a posteridade de Homo selectus, na senda da história do desenvolvimento da raça, que assim prosseguiria a sua trajetória iniciada pelo Homo habilis ou pelo Homo erectus (depende da interpretação – tem gente que garante que nem todos os humanos, especialmente os machos, tem o gene do erectus), até o atual estágio do Homo sapiens.
Realmente, se confirmadas as previsões dos estudiosos (e tudo indica que serão), teremos no futuro o ser humano configurado de acordo com uma receita pré-elaborada. A preocupação é saber por quem. Com efeito, já hoje é possível a geração de fetos in vitro, como se denomina a técnica de criar embriões humanos em laboratório. A evolução dessa técnica certamente convergirá para a possibilidade de ser conduzida de forma a gerar seres de acordo com as vontades ou conveniências dos direta ou indiretamente interessados. Trocando em miúdos: será possível manipular a técnica de fertilização de forma a gerar uma criança do sexo “a” ou “b” (ou “c” ou “d”, sabe-se lá). loira ou morena, de estatura alta ou baixa, de olhos azuis ou pretos e assim por diante. Alguns desses atributos já podem ser alcançados com o estágio técnico atual, mas ela (a técnica) tende a evoluir – e muito! – até um ponto em que as próprias características de ser humano venham a ser alteradas. Estaria então criado o pós-humano ou o Homo selectus, como queiram.
Como já foi citado acima, a preocupação reside em quem vai ditar a receita dessas mudanças. Há pesquisadores que defendem a divisão da atual raça humana em duas subespécies: a do Homo sapiens propriamente dito e a do Homo stultus, essa última integrada por aquela parcela da humanidade devidamente reconhecida pelas suas anomalias fisiológicas, com destaque especial para a inversão das funções cerebral e intestinal. Se couber aos representantes dessa última subespécie a tarefa de configurar os Homo selectus obviamente a humanidade caminhará celeremente para uma insopitável involução, o retorno às origens, talvez culminando naquilo que teríamos sido há alguns milhares de anos, uma espécie um pouco mais evoluída de primatas.
A preocupação procede. A par dos notáveis avanços tecnológicos e do inquestionável desenvolvimento da ciência em todas as suas áreas, muitos homens (e muitas mulheres também) estão apresentando uma estrambólica tendência ao inusitado, aos comportamentos alienados que constituem as características principais daquela subespécie de Homo stultus acima mencionada. Com efeito, enquanto alguns estão procurando encontrar o bóson de Higgs, a maioria está mesmo preocupada com o bumbum da Mulher Melancia (entre outras). A pensar que essa maioria teria a chave da configuração genética da raça futura, certamente veríamos, num primeiro momento, o mundo impregnado de cópias fiéis (ou infiéis) de Neymares e de Biebers, de Madonnas e de Bündchens. Só num primeiro momento, claro. Num segundo e num terceiro, e por aí afora, a humanidade certamente continuará o processo, até alcançar – de novo – a condição de viver em jaulas. E então não se saberá quem vai tomar conta do zoológico. Mas a vida continua...
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Cientistas descobrem novo ancestral do homem


Paleontólogos alemães descobriram, no leste da África, ossadas de uma espécie de hominídeo até agora desconhecido. Não se trata nem do Homo erectus e tampouco do Homo habilis, as duas espécies de ancestrais da espécie humana até agora conhecidas da ciência. Na verdade, outro espécime semelhante já havia sido descoberto em 1972, mas os cientistas ficaram meio “na moita” porque não tinham maiores evidências de que se tratava de um ser diferente. Uma das características dessas ossadas encontradas numa região rochosa conhecida por jazida de Koobi Fora, próxima ao lago Turkana, no Norte do Quênia é o tamanho da cabeça, maior que a dos seus semelhantes que conviveram na mesma época. O esqueleto de 1972 também foi encontrado no Quênia.
A expedição científica responsável pelo achado é do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, da Alemanha, coordenada pelo paleontólogo Fred Spoor, com auxílio da colega Meave Leakey, do Turkana Basin Institute de Nairóbi. A idade das ossadas está calculada em cerca de 1,9 milhão de anos. Segundo os pesquisadores, as três espécies de ancestrais do homem conviveram mais ou menos na mesma época, mas não se relacionavam entre si, tal como hoje se dá entre as várias espécies de primatas. O espécime agora identificado ainda não tem denominação, mas – devido ao tamanho dos crânios – bem que poderia ser chamado de Homo cabeçudus. Como nós, o Homo sapiens, que somos os atuais bambambans do mundo, descendemos de uma dessas espécies (ou de todas elas um pouco), talvez seja interessante considerar que do Homo cabeçudus descenda uma boa parte da humanidade atual.
Imagem: http://www.estadao.com.br


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terça-feira, 31 de julho de 2012

O bóson de Higgs foi ou não foi descoberto?


A comunidade científica do mundo inteiro festejou, no início deste mês, a descoberta do bóson de Higgs. Durante cinqüenta anos o pessoal das ciências andava atrás desse bóson, que teimava em continuar escondido. Segundo os cientistas, é ele o elemento que faltava para que ficassem conhecidos muitos segredos da formação do universo (e, mais modestamente, da própria formação da matéria da qual são feitos os corpos físicos existentes em todos os locais do espaço).
Explicação para os leigos (de leigo para leigo): não, o Higgs não perdeu o bóson, ele o descobriu em 1964. Descobrir não é bem o termo... ele o identificou. Peter Higgs é um físico britânico identificador da tal partícula, que seria o elo faltante para desvendar o mistério da formação da matéria. Faltava descobrir de fato o tal bóson, vê-lo e estudá-lo convenientemente. No dia 4 de julho deste ano os cientistas do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN) anunciaram a descoberta de uma nova partícula nuclear, que muitos acreditam ser o famoso bóson, mas ninguém tem certeza. Nem o próprio Higgs reconheceu o bóson dele (ou seja, o que ele identificou na teoria). Entrevistado a respeito, Higgs afirmou não poder fazer o reconhecimento por nunca ter visto o próprio bóson.
O Grande Colisor de Hádrons, um gigantesco aparelho científico instalado na Europa, foi o grande responsável pelo descobrimento. Só ainda não se chegou a uma conclusão: se a nova descoberta realmente esclarece alguma coisa ou se embaralha ainda mais a cabeça dos cientistas.
O bóson de Higgs também é conhecido por “partícula de Deus”. Isso porque, no ano de 1977, o físico norteamericano Leon Ledermann, Prêmio Nobel de Física, pensou ter achado a tal partícula. Como era muito difícil de ser encontrada, ponderou que só ele e Deus sabiam o caminho certo. Como nunca mais conseguiu achar o bóson, concluiu que só mesmo Deus teria sucesso na busca. E o bóson, mesmo a revelia do próprio Higgs, ficou sendo a partícula de Deus.
E agora, quando os cientistas não sabem ao certo se o bóson achado é mesmo o do Higgs, devem estar ainda mais confusos do que antes...
Imagem: http://astro.nunciatelli.com

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terça-feira, 26 de junho de 2012

Museu nos EUA nega Darwin


Na cidade de Petersburg, Estado do Kentucky, EUA, Ken Ham, um cidadão australiano, criou e instalou, em 20 hectares de terra, um museu criacionista com exposição de figuras animadas – inclusive dinossauros - em tamanho real. O criacionismo é a teoria que defende a história bíblica do Genesis, que aponta a origem dos seres humanos a partir de Adão e Eva, criados por Deus.
O museu custou 27 milhões de dólares. Apresenta várias encenações, com robôs fazendo o papel de animais e – claro, não podiam faltar – de Adão e Eva. Entre essas encenações há algumas impressionantes, como a do dilúvio (com dinossauros embarcando na arca), o Jardim do Éden com criaturas pré-históricas, os profetas do Antigo Testamento e a vida de Jesus Cristo. Há também um planetário e um teatro com 200 lugares (essa matéria tem sequência, clique na linha de baixo).

terça-feira, 12 de junho de 2012

Envelhecer não é preciso


Já ouviu falar do Dr. Aubrey de Grey? Não? Não se preocupe. A maioria das pessoas também não. Mas tudo indica que será por pouco tempo. O Dr. Aubrey David Nicholas Jasper de Grey nasceu em Sussex, na Inglaterra, em 20 de abril de 1963 e hoje é um gerontologista e pesquisador do fenômeno do envelhecimento humano, cuja fama começa a extrapolar os limites da ciência e, naturalmente, do seu país natal.
De acordo com a tese de Aubrey de Grey, o nosso organismo é como uma máquina, cujos componentes vão se deteriorando com o passar do tempo e a sua utilização constante. Com a evolução da engenharia médica, muito em breve o nosso corpo poderá ser tratado como se fosse um automóvel numa oficina mecânica, por exemplo. Está falhando o coração? Vá a uma oficina, quer dizer, a um hospital, e mande trocar. Haverá corações artificiais para reposição, pode escolher modelo, marca, prazo de garantia, etc, etc. Mas se o órgão ainda estiver em condições, talvez baste uma retífica, isto é, uma aplicação de células-tronco. O mesmo se aplica a outros órgãos, como fígado, pulmões, rins, pâncreas e todos os outros. De Grey só não mencionou os órgãos sexuais, mas presume-se que façam parte do contexto.
Para a lataria, ou seja, para o aspecto externo, também há remédio. E são as onipresentes células-tronco. Segundo De Grey, elas podem ser obtidas através do material retirado em operações de lipoaspiração. Elas podem ser injetadas sob a pele, nos locais mais afetados pelo envelhecimento. Adeus botox!
Embora a teoria de De Grey seja contestada por inúmeros cientistas, ele garante que os seres humanos podem viver indefinidamente, se os princípios que defende em sua fundação, a SENS (sigla em inglês para “Estratégias para Reparar Envelhecimento Insignificante”) forem seguidos, especialmente no trato do envelhecimento celular (nada a ver com os telefones móveis). O cientista afirma solenemente que, já em 2030, as pessoas poderão alcançar tranquilamente os 130 anos de idade em consequência do avanço da medicina e da engenharia biomédica.
É claro que esta matéria é apenas uma abordagem superficial das teorias de Aubrey de Grey. Quem tiver interesse pode assistir uma palestra pelo TED (Technology Entertainment Design), acessível no seguinte endereço (o vídeo é legendado em português):

Imagem: Technology Review (http://www.technologyreview.com/sens/)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Sabia que o tomate é primo da batata?


Voce gosta de tomate? Se a sua resposta for afirmativa, agradeça à extinção dos dinossauros. Cientistas italianos liderados pelo professor Giovanni Giuliano, da Agência Nacional para Novas Tecnologias, Energia e Desenvolvimento, ao pesquisarem o seqüenciamento genético do DNA do tomate, acabaram descobrindo que a espécie nativa da planta fazia parte da dieta preferencial de alguns tipos de dinos (não foi esclarecido quais deles) e só se alastrou mundo afora após a extinção deles.
A espécie nativa solanum pimpinellifolium tem o seu genoma muito semelhante aos dos tomateiros atuais, embora seu aspecto físico seja bastante diferente. Os pesquisadores estudam possíveis modificações genéticas que possam garantir melhor resistência dos tomateiros às pragas.
Outra coisa que você talvez não saiba: o tomate é primo da batata. Foi isso que o Consórcio do Genoma do tomate acabou descobrindo. As duas plantas tem o sequanciamento genético muito semelhante e pertencem à mesma família, a solanaceae. Nós achamos que elas são muito diferentes porque a parte comestível delas é distinta. Enquanto que no tomateiro se consome o fruto, no caso da batata a parte comestível é o tubérculo, que faz parte do caule (e não da raiz, como muita gente acredita – inclusive este que escreve estas mal traçadas linhas). Alguns tipos de batata estimulados à produção de pólen para o desenvolvimento de frutos a partir das flores geraram frutos com estrutura semelhante ao tomate, inclusive com sementes, porém impróprios para consumo humano.
Mas vai aí uma sugestão: já que estamos em plena era das modificações genéticas de vegetais e animais, que tal os pesquisadores desenvolverem um tipo de planta que reúna as características de ambas, tomate e batata? Não seria interessante um pé de tomatata, produzindo tomares na parte aérea e batatas na parte subterrânea? Teríamos, no mínimo, a vantagem da economia de espaço, não é mesmo?
Imagem: Greenpeace (http://transgenicosap.webs.com)