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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Seita maluca em Teresina esperava apocalipse



Na tarde/noite de quinta-feira (ontem, dia 11.out), mais de cem seguidores do “profeta” piauiense Luiz Pereira dos Santos fecharam-se numa casa do bairro Parque Universitário, zona leste da capital Teresina para esperar o fim do mundo. Na casa, que chamam de “arca”, eles rezam e cantam, acreditando que o “profeta” tenha incorporado o espírito de Jesus Cristo e que a humanidade inteira sucumbiria hoje, às 4 horas da tarde.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ancião maluco mantinha prisão subterrânea


Uma maluquice inimaginável foi abortada por autoridades russas na semana passada. Uma seita comandada por um velhote desequilibrado mantinha várias pessoas presas num labirinto subterrâneo por mais de uma década. Muitas delas eram crianças quando foram aprisionadas e várias nasceram nesse cárcere e nunca viram a luz do sol.
A justificativa que o ancião maluco Faizrakhman Sattarov apresentou para as autoridades foi a de ser orientado por uma “luz divina”. Sattarov é muçulmano e se diz um profeta de Alá. A comunidade em que vive, na cidade de Kazan, capital do Tataristão (Tartária – a terra do molho tártaro), que fica às margens do Rio Volga também é constituída, predominantemente, de muçulmanos que, entretanto, não reconhecem a seita de Sattarov. Outros três dirigentes da seita foram presos juntamente com o líder aloprado, mas eles não quiseram se pronunciar sobre o fato. Todos serão julgados segundo as leis russas.
Nada menos que 65 pessoas viviam enclausuradas no subterrâneo, que tinha vários compartimentos, num total de 700 m². Vinte e sete eram crianças, muitas das quais precisaram ser internadas em hospitais devido ao precário estado de saúde.
O velhinho Sattarov, de 83 anos, comprovou que é mesmo doido de pedra. E os seguidores dele devem ser ingênuos de doer ou são aproveitadores de ocasião. Ou então, tão malucos quanto o chefe deles. Sattarov afirma ter visto a “luz divina” num momento em que presenciou as faíscas de um curto-circuito numa rede de alimentadores de troleibus (além de desequilibrado deve ser meio cego) e agora se recusa terminantemente a obedecer às leis russas, afirmando que o casarão que serve de sede à sua seita, bem como o cativeiro subterrâneo, constituem um “território do Islã”.
Na foto: Adultos e crianças deixando o cativeiro subterrâneo e, no destaque, o ancião que vê a "luz divina" nas faíscas dos curto-circuitos.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

A religião das bruxas (II)


Esta matéria é um complemento da publicada sob o
mesmo título na postagem de 17 de julho.
O objetivo desta abordagem é provocar uma reflexão sobre os tropeços a que o ser humano está sujeito quando procura uma orientação para os próprios passos na obscuridade do sobrenatural desconhecido. Ao longo de sua trajetória a humanidade passou por vários ciclos históricos, geralmente definidos por fenômenos ou ocorrências marcantes que possibilitaram uma ordenação razoavelmente didática a fim de nos possibilitar uma visualização mais ou menos clara dos tempos e modos de sua ocorrência. Assim aconteceu desde os primórdios da humanidade sob a forma de sociedade organizada e consciente e os ciclos que se verificaram serviram para marcar as várias etapas pelas quais passou o desenvolvimento material e moral do ser humano.

terça-feira, 17 de julho de 2012

A religião das bruxas


Estamos numa época em que muito se fala em “nova era”, especialmente quando a ideia é associada ao famoso calendário maia e sua previsão de “fim do mundo” para o mês de dezembro vindouro (nesse particular a questão é frequentemente ligada à chamada “Era de Aquário”). Com efeito, numerosos são os “estudiosos” que vinculam a data fatídica dos maias ao surgimento de uma nova ordem universal em que novos valores viriam para substituir a filosofia dominante no planeta, claramente orientada à valoração da materialidade em detrimento das virtudes do espírito humano. Alguém já chamou essa tendência de “renascimento do fenômeno religioso”.
Nesse contexto de novos conceitos e novas ideias aflora o renascimento da tendência natural do ser humano em direção às práticas religiosas com insuspeitadas exclusões das crenças mais tradicionais e mais difundidas, como o cristianismo, o islamismo e o judaísmo (geralmente excluídas aquelas normalmente associadas ao Oriente, como o budismo, o induismo, o brahmanismo e outras). Em paralelo, verifica-se, no seio das religiões tradicionais, o surgimento (em determinados casos) e o fortalecimento (em outros) de segmentos internos, como o caso da Cabala no judaísmo. Como resultado dessa (des)ordem generalizada, assistimos ao florescimento de práticas pouco ortodoxas fortemente ligadas ao misticismo, à magia e ao sobrenatural.
Uma dessas práticas atende pelo nome de palo. O nome certo da crença deveria ser nganga, em honra às suas raízes enterradas na África Central, de onde veio a seita acompanhando as levas de escravos trazidos para países da América caribenha, como Cuba, Porto Rico e República Dominicana. Na América do Sul essa crença ficou restrita a regiões específicas da Venezuela e aos poucos invadiu os EUA por conta da população afro-latina que para lá se transferiu em épocas posteriores. Na África, especialmente no Congo, a tribo bantu constituía o principal reduto da seita. O nome palo é de origem espanhola e, no caso específico, refere-se à madeira (palo = pau) com que eram confeccionados os totens e as imagens veneradas pelos praticantes, bem como aos cercados de pau em que eram delimitados os terreiros das práticas religiosas.
As raízes africanas, evidententemente, conduzem à conclusão de um estreito relacionamento do palo com as seitas africanas largamente conhecidas no Brasil, como o candomblé, a umbando e a quinbanda. É com esta última que o palo mais se identifica. O fundamento principal do palo está ligado à natureza e à veneração dos espíritos dos mortos, especialmente dos ancestrais. Essa particularidade talvez explique a disseminação da crença entre os escravos, pois a forçada disjunção familiar certamente os levava a cultivar lembranças intimamente relacionadas com os ancestrais.
Alguns rituais do palo chegam a merecer o rótulo de macabros, como as cerimônias envolvendo ossos de cadáveres e terra de cemitérios. Por isso o palo é considerado uma seita satânica pelos religiosos tradicionais. A cidade de Guayama, em Porto Rico, é considerada a “cidade das bruxas” pois é onde se concentra uma grande quantidade de praticantes e é o reduto de muitos terreiros (nganga) onde se praticam os ritos.
Imagens: http://minilua.com/religioes


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terça-feira, 26 de junho de 2012

Romance mexicano envolve bispo


Está nas mãos do Vaticano o futuro do bispo argentino Fernando Maria Bargalló, 59 anos, titular da diocese de Merlo Moreno, na região metropolitana de Buenos Aires. O religioso foi flagrado em férias na paradisíaca praia de Puerto Villarta, no México, em janeiro do ano passado. Nada demais, afinal de contas o descanso não é privilégio exclusivo de magnatas e passar as férias num paraíso litorâneo é, dentro dos padrões da democracia em que vivemos (tanto cá como lá), um direito de todos (desde que haja dinheiro pra isso!).
Tudo bem, mas não precisava levar a namorada, né mesmo, seu bispo? Pois foi exatamente o que fez o bispo Bargalló: levou uma loura a tiracolo e com ela passou um período de intensos e tórridos momentos românticos (e algo mais também, que a carne é fraca).  Além de bispo de Merlo Moreno, Dom Bargalló é presidente da Caritas para a América do Sul e Caribe. A Caritas é uma instituição da Igreja Católica que ampara os pobres e combate as desigualdades sociais.

Embora o affair tenha se verificado em janeiro de 2011, somente na semana passada as fotos foram divulgadas. De início, Dom Bargalló tentou desmentir, dizendo que não era com ele (de fato, não se pode afirmar que as fotos sejam de primeira linha), mas não teve jeito: acabou reconhecendo que foi imprudente ao se deixar fotografar. Quanto ao mérito do caso, deixa pra lá (afinal, há pecado maior que resistir a uma louraça boazuda?) Pelo deslize pediu desculpas ao clero católico e aos fiéis argentinos. Esperava-se o imediato afastamento do bispo, mas o núncio apostólico da Argentina, arcebispo Emil Tscherrig achou melhor submeter o caso ao Vaticano, que não tem a mesma agilidade que o Congresso paraguaio e, portanto, ainda não tomou posição. Há um sentimento generalizado na Argentina de que a coisa vai ficar por isso mesmo, já que algumas “forças ocultas” da Igreja argentina já estão se mobilizando, como o bispo Gabriel Castelli, também membro da direção da Caritas, que afirmou entender a situação de Bargalló (qual homem não entenderia?) e decidiu apoiar o religioso namorador.
Momentos antes da postagem desta matéria, chega a notícia de que o bispo Bargalló pediu demissão do seu cargo na Diocese de Merlo Moreno. Provavelmente faça o mesmo em relação a Caritas. Mostra, assim, que tem mais senso que o próprio Vaticano, que já estava enrolando o caso há uma eternidade. Agora, pelo menos, Bargalló pode namorar à vontade. Certamente não mais terá o namoro fotografado. Não há mais interesse...
Imagens: Revista IstoÉ: http://www.istoe.com.br

Museu nos EUA nega Darwin


Na cidade de Petersburg, Estado do Kentucky, EUA, Ken Ham, um cidadão australiano, criou e instalou, em 20 hectares de terra, um museu criacionista com exposição de figuras animadas – inclusive dinossauros - em tamanho real. O criacionismo é a teoria que defende a história bíblica do Genesis, que aponta a origem dos seres humanos a partir de Adão e Eva, criados por Deus.
O museu custou 27 milhões de dólares. Apresenta várias encenações, com robôs fazendo o papel de animais e – claro, não podiam faltar – de Adão e Eva. Entre essas encenações há algumas impressionantes, como a do dilúvio (com dinossauros embarcando na arca), o Jardim do Éden com criaturas pré-históricas, os profetas do Antigo Testamento e a vida de Jesus Cristo. Há também um planetário e um teatro com 200 lugares (essa matéria tem sequência, clique na linha de baixo).

Abelhas atacam monges na Tailândia


Sábado passado, um enxame de abelhas atacou um grupo de 76 monges budistas no templo de Chedi Luang Worawiham, na cidade de Chiang Mai, norte da Tailândia. A ferocidade do ataque foi tamanho que 19 dos monges atacados encontram-se internados em estado grave no hospital Maharaj Nakorn, segundo informou o médico Naren Chotirosnimitr. Seis deles já chegaram ao hospital em estado de coma.
A identidade das abelhas anti-monges não foi divulgada. Portanto, não se sabe se eram africanas, européias ou asiáticas mesmo (provavelmente seriam católicas – ou muçulmanas). De qualquer forma, a espécie deve ser ferocíssima e provavelmente não concorda com alguns preceitos budistas. O ataque se deu enquanto os monges faziam a faxina no templo (que deve ser imenso, pelo número de monges envolvidos).
O veneno de abelhas pode ser fatal quando a(s) vítima(s) apresenta(m) alergia. O choque anafilático a que esses portadores de alergia estão sujeitos pode provocar parada cardíaca ou respiratória. Especialmente se houver conflitos religiosos envolvidos.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Maná no deserto dá?


Uma teoria de algumas décadas atrás, que vinha sofrendo o descrédito do universo científico e também do teológico, volta a ganhar forças. É a do ufólogo e escritor suíço Erich Von Däniken que resultou no livro “Eram os Deuses Astronautas?”, publicado com estrondoso sucesso nos anos 70 do século passado. De acordo com a teoria de Von Däniken, seres de outros mundos teriam visitado a Terra em várias ocasiões do passado para, digamos assim, “dar uma mãozinha” aos humanos em algumas obras que até hoje suscitam surpresa e admiração, como as cidades da América pré-colombiana, as pirâmides do Egito, as esculturas da Ilha da Páscoa, Stonehenge e outras do tipo.
Pois as idéias de Von Däniken estão de volta. Novamente são postas em dúvida as possibilidades dessas obras monumentais, geralmente construídas com precisão milimétrica, envolvendo volumes colossais de material muitas vezes nem mesmo encontrado nas proximidades, além de uma instigante e minuciosa relação com fenômenos astrais, terem sido fruto do trabalho humano. Mas o mais intrigante nessa suposta relação extraterrestres-humanos está sendo a aventura

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Monges budistas flagrados jogando poquer


Seis monges da principal ordem budista da Coréia do Sul foram flagrados numa animada rodada de pôquer num hotel de luxo de Seul, onde haviam se hospedado para acompanharem as cerimônias comemorativas do aniversário de nascimento de Sidharta Gautama, o Buda (que é feriado nacional na Coréia do Sul). Os religiosos, da ordem budista Jogye, que tem 10 milhões de seguidores no país, equivalente a ¼ da população, além de estarem se divertindo com o jogo, ingeriam bebidas alcoólicas e fumavam.
A prática de jogo e a ingestão de bebidas alcoólicas são visceralmente condenadas pela religião budista. Mesmo assim, os monges estavam apostando altas somas em dinheiro. Consta que já haviam circulado pelo carteado mais de um bilhão de wons, o equivalente a quase 700 mil euros.
O flagra ocorreu devido a instalação de uma câmera de vídeo instalada no quarto do hotel a pedido de lideranças religiosas que já estavam desconfiadas do comportamento leviano dos monges destrambelhados.
As imagens gravadas acabaram vazando e circularam por diversas redes sociais sul-coreanas, acabando nas redes de TV, de onde ganharam o mundo. E os monges heréticos ganharam o olho da rua, pois foram sumariamente demitidos. O monge Seongho, um dos superiores da ordem, veio a público com a difícil missão de explicar que a seita não tem nada a ver com o despropósito e para pedir desculpas aos fiéis.
Estão vendo? Não é só no Congresso Nacional que os caras fazem cacaborradas. A diferença é que, em se tratando de uma religião conceituada e um país idem, a porta de saída não demora a ser escancarada.
Imagens: A Bola (Portugal - http://www.abola.pt/angola

sexta-feira, 30 de março de 2012

O mistério da Casa Sagrada


O canal por assinatura History Channel leva ao ar hoje à noite (22 horas) um instigante documentário sobre a casa onde supostamente Jesus Cristo teria vivido seus primeiros trinta anos, ou seja, antes de sair em peregrinação para difundir os ensinamentos e a crença que mais tarde se transformariam no cristianismo. Segundo alguns estudiosos, seria também essa a casa em que Jesus nasceu.

De acordo com os relatos sacros, a casa teria sido misteriosamente transportada de sua localização original, na cidade de Nazaré, no território da antiga Galiléia (hoje é território israelense), para Loreto, na Itália. Essa mudança não teria sido feita por meios materiais, mas sim, por entidades espirituais, e teria ocorrido em  etapas. A primeira mudança teria acontecido no ano de 1291, depois que os mouros (árabes) invadiram a Palestina por volta do ano 1260 e destruíram o templo que protegia a casa. Segundo os registros, ela apareceu na Dalmácia, que hoje faz parte da Croácia. Em 1294 a casa sumiu da Dalmácia e apareceu na Itália, na cidade de Recanati (Ancona), num bosque de loureiros. A terceira mudança teria acontecido no próprio local, com o seu deslocamento para um outeiro, em terras pertencentes a dois irmãos que passaram a se enfrentar belicosamente por causa da súbita valorização da sua propriedade. Talvez por essa razão tivesse ocorrido a última mudança, no fim de 1295, também em pequena distância, até onde se encontra hoje em dia.

A história laica, entretanto, tem outra versão: nada de anjos nem arcanjos, nada de mistérios ou de milagres. A Casa Santa, efetivamente aquela em que moraram Maria e José, os pais de Jesus Cristo, teria sido transportada de seu local de origem para a Itália em viagem marítima que levou três anos. O traslado ocorreu por ordem do príncipe Angelo Comneno,  de Constantinopla, um dos dirigentes do que ainda restava do Império Bizantino, que vinha em queda livre diante da invasão muçulmana. Para salvar a casa sagrada, Angelo Comneno determinou a sua remoção e transporte para a Itália. A viagem, sim, sofreu várias interferências e interrupções, até mesmo por conta dos conflitos (predominantemente religiosos) ocorrentes em toda a região na época.

Independentemente do fato de a casa ter sido transportada por anjos ou por marmanjos, a região começou a receber levas de peregrinos em busca do lar sagrado. Em 1469 ergueu-se uma Basílica no local. Pouco a pouco formou-se uma cidade nas redondezas, a Loreto de hoje, na costa adriática da Itália.

Imagem: (http://aparicoesdejesusmariaejoseemjacarei.blogspot.com.br)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Aberta uma caixa preta: Vaticano mostra arquivos


Lux in arcana (em latim), ou ‘luz sobre os segredos’, é a denominação da exposição promovida pelo Vaticano aberta na quarta-feira passada (29.fev) e que se estenderá até o dia 9 de setembro deste ano. Neste período estarão acessíveis cem documentos importantíssimos dos arquivos secretos dos pontífices católicos, que poderão desvendar mistérios e dúvidas sobre a história antiga, especialmente da Idade Média, quando a Igreja Católica exercia papel preponderante na sociedade.
Embora formalmente instalado no início do Século XVII pelo Papa Paulo V, o arquivo secreto do Vaticano guarda manuscritos que datam do Século VIII. A história – incluindo a condenação – dos templários, do julgamento – e condenação também – de Leonardo da Vinci, a santificação do Papa Pio XII, a excomunhão de Martinho Lutero, a carta de Santa Bernardete e outros fatos e episódios ainda hoje mal contados – até porque muitos dos historiadores da época eram tão ‘intelectualizados’ quanto o nosso deputado Tiririca – poderão ser esclarecidos. Assim que os pesquisadores tiverem analisado e interpretado essa documentação, certamente teremos muitas novas histórias – ou novas versões – reveladas.
A expectativa é de que seja trazida a lume muita história cabeluda. Mas cuidado, podem acontecer decepções: o Vaticano certamente não abriria a sua ‘caixa preta’ se as coisas realmente fossem tão pretas assim...
Fotografia: Portal fun Week – Itália (http://www.funweek.it

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Crença e credulidade, companheiras inseparáveis?


Quinze mulheres, freqüentadoras da Igreja Apostólica, estão denunciando o primaz dessa denominação evangélica por abusos sexuais. Segundo apurado pelo Ministério Público paulista, a Igreja Apostólica (popularmente conhecida como Seita da Vovó Rosa – uma mistura de seita pentecostal com o chamado baixo espiritismo) tem 35 mil seguidores em todo o Brasil e possui sede no bairro Tatuapé, em São Paulo, onde se verificaram os fatos relatados.
Com o pretexto de curar enfermidades, o líder da igreja induzia as vítimas a se submeterem a vários tipos de manipulação sexual, que iam desde carícias sensuais em partes íntimas até o estupro propriamente dito.
Segundo as denunciantes, o pastor Aldo Bertoni (que se intitula santo profeta) não foi denunciado antes porque elas (as vítimas) acreditavam que seus atos teriam uma “motivação sagrada” e que fariam parte de um processo de cura de doenças.
Fica uma dúvida: ou as pessoas são crédulas demais (vá ter fé assim lá na esquina) ou a cantilena do pastor é realmente irresistível. Mas é bom lembrar que esse tipo de “conquista” não se limita às denominações evangélicas. Os episódios de padres pedófilos se replicam mundo afora (se bem que, nestes casos, as vítimas são crianças e jovens - pessoas muito mais ingênuas, em princípio) e mesmo na sociedade civil (inclusive na dita elitizada) acontecem fatos muito próximos do inacreditável: alguém lembra do caso do médico Roger Abdelmassih?
Fotografia: Google (http://www.google.com.br)