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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Em Bilbao, os mais feios do mundo


Ronaldinho Gaúcho está absolvido. Franck Ribery também. Da mesma forma, os outros que compuseram quase todas as relações dos jogadores mais feios do mundo. A não ser que algum deles também resolva fazer caretas para ficar ainda pior do que é ao natural.
Na cidade de Bilbao, capital do País Basco espanhol, um concurso de feiúra está se tornando um sucesso sem precedentes. O concurso, chamado de Aste Nagusta no idioma basco (significa “grande semana”), faz parte de um festival tradicional que dura nove dias, compreendendo músicas, danças, esportes, espetáculos circenses e muita bebida. A seleção é feita através das fotografias dos competidores e, por isso, vale qualquer artifício para ficar ainda mais horroroso (ou horrorosa) na foto.
Ao contrário do que se poderia imaginar, tem muita mulher participando. Parece que elas não estão nem aí para questões de vaidade, querem mesmo é ganhar o concurso. Pelo jeito, a sedução do poder é mais forte. Segundo se noticia na Espanha e, em especial no País Basco, o casal principesco da Inglaterra, Charles e Camila Parker Bowles, declinou do convite para participarem. Eles, obviamente, seriam considerados “hors concours” (e nem precisariam fazer caretas).

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cartão nem sempre é sinal de crédito


Você já teve o cartão de crédito recusado em algum estabelecimento? Se não, parabéns! Você realmente é um cidadão (ou cidadã) consciente de suas responsabilidades e muito cuidadoso(a) com as suas coisas. E, sobretudo, tem muita sorte. Porque às vezes pode acontecer, e já aconteceu com muita gente, inclusive com alguns que se consideram (ou que efetivamente são) gente importante. É o típico caso daquele chavão “isso acontece com as melhores famílias”.
E quando acontece, é aquele constrangimento medonho. É uma vergonha total, aquele caso de não se saber onde enfiar a cara. Por azar, quando acontece, acontece sempre com uma plateia presente. Presente e ululante. Torcendo pra que tudo dê errado mesmo, quanto mais errado melhor. Você olha para os lados e só vê aqueles sorrisinhos amarelos no rosto das pessoas e não sabe se é compreensão, compaixão ou gozação.
E o pior de tudo é que muitas vezes você não tem a menor culpa. Suas contas estão absolutamente em dia, a conta do cartão foi religiosamente paga, ele (o cartão) está totalmente sob controle e, enfim, não há nada de errado consigo. Mas a caixa (ou quem faça as vezes) é implacável: o seu cartão foi recusado, sinto muito! Já aconteceu comigo, mas não me abalei, pelo menos na primeira tentativa. O cartão Vixe foi recusado? Não faz mal, saquei outro: experimente passar o cartão Mastigard. A caixa: Desculpe, senhor, mas também não deu certo. Retruquei: experimente na opção débito. Lá veio: infelizmente o seu saldo não é suficiente, senhor! Tri-humilhado, não tive coragem de olhar para as pessoas da fila, simplesmente deixei as compras no carrinho, puxei minha mulher pelo braço (ainda mais essa, estava com a patroa, ela mais vermelha que um tomate em fase de pré-apodrecimento!) e sumi dali o mais rápido possível. Fui direto ao banco e entrei vociferando: o que aconteceu com os meus cartões? Com o saldo da minha conta? Exijo explicações! O bancário atendente pegou meu cartão (um deles) consultou o computador e informou: não está acontecendo nada de errado, senhor. O seu cartão está perfeitamente normal, todos eles, aliás. Seu saldo é positivo, de x reais (quantia umas dez vezes maior que a compra que fazia no maldito supermercado). Agradeci as informações e decidi voltar ao estabelecimento que me fizera passar a vergonheira. Minha mulher me dissuadiu: não vale a pena, a maquininha deles deve estar estragada, não vai adiantar nada, vão das uma desculpinha e fica tudo por isso mesmo. Conclui que ela tinha razão e deixei pra lá. Pra lá não, para aquele supermercado eu nunca mais voltei, mas o episódio me deixou com um certo trauma: todas as vezes que vou passar um cartão num estabelecimento eu fico nervoso, chego quase a suar frio.
Mas o ocorrido comigo não é nada. Tem coisa pior e, quando mencionei lá atrás que isso pode acontecer com as "melhores famílias", não estava exagerando. Veja o caso da toda-poderosa Air France. Num vôo entre Paris e Beirute, no Líbano, o avião precisou fazer um pouso de emergência em Damasco, porque em Beirute o aeroporto estava fechado. A opção seria Omã, mas o combustível não seria suficiente. A única saída foi, então, a capital síria, onde a aeronave precisava ser reabastecida. Mas aí veio o problema. O cartão da empresa foi recusado! Você deve estar pensando: mas as grandes empresas não têm crédito nos aeroportos? Não tem uma espécie de conta, não podem “por no prego” um abastecimento? Acho que até devem ter, mas no caso da Air France e da Síria, o problema é que a empresa aérea cancelou todos os seus vôos para aquele país por conta da guerra civil que está grassando por lá. E a recusa do cartão deve ter sido uma espécie de retaliação (para quem não sabe, os governos da Síria e da França não se bicam faz tempo).
O capitão da aeronave chegou a pedir aos passageiros que se preparassem para “fazer uma vaquinha” para colocar um mínimo de gasosa no tanque, o suficiente para chegar a Beirute. Todo mundo se coçou e já tinham preparado uma listinha, quando o capitão informou que a empresa “havia dado um jeito” e conseguira encher o tanque. Ninguém ficou sabendo o quantum necessário se não houvesse “acordo entre as partes”.
Muito bem. Agora, se você já teve um cartão recusado, pode ficar aliviado. Não é só com você. Acontece até com as melhores famílias.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Idosa é atingida por um gato


A história não é das mais recentes, mas vale a pena contar por se tratar de um fato realmente insólito. Além disso, a vítima principal da ocorrência ainda se encontra desmemoriada e, segundo a família, com sério distúrbio mental decorrente do acidente. Aconteceu no início deste ano, em Buenos Aires. Não se tratou de um “boi nos aires”, como jocosamente os brasileiros denominam a capital argentina, mas sim de um “gato nos aires”. Aconteceu assim: um casal discutia acaloradamente no interior do apartamento em que vive, no quarto andar de um conjunto habitacional de Belgrano, bairro portenho. Objetos diversos voavam de um lado para o outro no interior do lar, até que o marido, por falta de munição mais adequada à mão, pegou o gato da família que ia passando (inadvertidamente, coitado! – gato também aparece no lugar errado na hora errada, às vezes) e arremessou-o em direção à mulher. Esta esquivou-se a tempo e o gato passou direto. Como a janela que dá para a rua estava aberta, lá se foi o gato para o espaço aéreo externo.
Como gato não voa (nem mesmo na Argentina), o bichano teria como destino estatelar-se em plena rua. Mas encontrou no caminho a cantora de ópera Betty Deli, de 65 anos (não, não era uma gatona!), que ia passando naquele momento (outra que estava no lugar errado na hora errada) e chocou-se contra a cabeça da senhora. Ambos, gato e cantora, foram ao solo, desacordados.
O casal parou imediatamente com a briga e foi olhar pela janela o destino do bichano. Quando viram a cena precipitaram-se para a rua e, constatando o estado da mulher, chamaram uma ambulância que conduziu a cantora Betty Deli para um hospital. Em estado de coma, ela ficou assim por mais de um mês e até hoje não se lembra do que aconteceu. Pior ainda: não reconhece mais os membros da própria família, vive falando bobagens e se tornou agressiva com as pessoas. A filha da cantora, Fátima, está acionando a justiça argentina para pedir indenização do casal briguento alegando danos às faculdades mentais da mãe.
E o casal e o seu gato? Dizem que as grandes tragédias aproximam as pessoas e fazem esquecer ódios e rancores. É verdade. A avaliação das tragédias, se grandes ou nem tanto, depende da avaliação de cada um. Para o casal briguento, a tragédia por certo não foi pequena, visto que o gato era, para eles, um membro efetivo da família, o sucedâneo de um filho que não têm. Por isso, choraram juntos a desdita do bichano que morreu no choque com a idosa, desmentindo a crendice popular de que os gatos têm sete vidas. Isso é puro mito, pois o casal jura de pés juntos que o gatinho nunca tinha morrido antes. Mas o seu fim foi nobre. Abalados, os brigões se reconciliaram e hoje vivem em clima de paz e harmonia (mesmo porque tem um baita processo judicial pela frente). A paz do lar voltou graças ao sacrifício do felino que, a essas horas, deve estar no além, sentado à direita do deus dos gatinhos.

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sábado, 28 de julho de 2012

Cada um se vira como pode. Em Cuba é assim...


Que a necessidade é a mãe das invenções todo mundo já sabia. Mas nem sempre se encontram exemplos práticos no nosso cotidiano, talvez porque já estamos rodeados de incontáveis recursos tecnológicos que facilitam a vida de todo mundo. Há lugares no planeta, entretanto, onde as facilidades não são assim tão acessíveis. As populações mais pobres que o digam...
Em Cuba também é assim. A ilha caribenha vem sofrendo com um embargo econômico promovido pelos patrões norteamericanos há décadas, desde a implantação do regime comunista pelo revolucionário Fidel Castro. Lá, cada um precisa se virar como pode.

Vejam o exemplo desse cidadão: necessitando transportar um porco que comprou para engordar com as sobras de comida e faturar algum a mais, não titubeou em criar um meio de transporte que, se não é de todo inusitado, pelo menos é suficientemente criativo para atender às suas necessidades: adaptou uma espécie de carretinha e lá se foi com o porco a reboque, pelas ruas de Guantánamo, a mesma região de Cuba onde os EUA ainda mantém uma base militar contestada pelo resto do mundo.
Agora, imaginem essa cena ocorrendo aqui no Brasil. Primeiro, o ciclista seria multado porque não pode transportar um ser vivente sem cinto de segurança. Segundo, o cidadão seria obrigado a mostrar o atestado de vacina do bicho (outra multa, se não tiver). Terceiro, seria também obrigado a provar que tem condições financeiras de criar o porco (caso contrário o Ibama não permite e o caso se configuraria como crime ambiental). Quarto, mais duas multas por causa do reboque: uma porque não tem licenciamento do Detran e outra porque não tem sinalização luminosa e nem pisca-pisca indicativo de mudança de direção. Além disso o sujeito precisará passar pelo exame do bafômetro (claro, pero que si pero que no, dá pra ver que ele andou tomando uns goles de rum nalguma bodega cubana. Por isso que transportar porcos no Brasil é atributo exclusivo da Kia Motors.
Imagem: (http://g1.globo.com/planeta-bizarro)

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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Agora é possível flatular à vontade


Você está em público, deu vontade de soltar aquele pum e tem vergonha de provocar aquela cena que todos conhecem, um olhando para a cara do outro meio se desculpando, meio acusando “foi você”? Pois agora os seus problemas acabaram. Uma empresa dos EUA está vendendo filtros anti-fedor pela internet. Custa 29,95 dólares uma embalagem com dez unidades, que podem ser grudados às roupas íntimas naquela região específica que todos sabem onde fica.
O artigo é descartável (não há informações sobre eventual possibilidade de reciclagem) e atende pelo nome de flatulence deodorizer, pelo qual pode ser procurado na internet. Na verdade, o produto não acaba totalmente com as situações constrangedoras que um peido inadvertidamente escapado pode provocar. Falta também um silenciador para esses transtornos, cuja “instalação” ainda depende de estudos mais “profundos”...
Consta que tem sujeitos ansiosos por usar o tal silenciador...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Caça ao tesouro dá errado nos EUA


Um jovem de 25 anos, morador da cidade de Elkhart, no Estado de Indiana, EUA, recebeu a visita de um “espírito” que o mandou cavar um buraco no quintal de casa, pois lá se encontrava um tesouro.
O rapaz cavou durante três dias. O buraco já tinha quase três metros de profundidade e nada de tesouro. Mas a persistência era essencial. O tesouro recompensaria qualquer esforço, claro! Até chegar à conclusão de que a dica do espírito era mais furada que promessa de político brasileiro, ele cavou, cavou e... acabou atolado no fundo do buraco. De joelhos, a lama cobria metade do seu corpo e ele não conseguiu sair. Pudera, nem conseguia se mexer direito.
A sorte do rapaz foi ter o pai por perto, que ouviu os seus gritos e acionou os bombeiros. Mesmo os socorristas tiveram trabalho, levando três horas para tirar o frustrado quase-futuro-milionário do buracão. O desastrado deve ter aprendido várias lições: 1) não confiar em espíritos gozadores; 2) quem enterra tesouros no quintal é cachorro; 3) às vezes é nas profundezas da Terra que mora a sabedoria.
A notícia do infausto acontecimento foi divulgada pelo canal de notícias norte-americano WSBT (nada a ver com a emissora do Silvio Santos) que, entretanto, não mencionou o nome do caçador de tesouros (e nem do pai dele, que chamou o socorro). A notícia termina com a informação: “apesar do susto, o homem passa bem”.
Na imagem, uma foto do buraco tirada pelos bombeiros de baixo para cima.
Imagem: G! Globo (http://g1.globo.com)