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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Luz de terremoto. Um aviso ou um mistério?



Em várias oportunidades em que se verificaram abalos sísmicos, em diversas partes do mundo, observadores garantem ter avistado misteriosas luzes azuladas no céu, antes da eclosão do fenômeno. As estranhas luzes teriam aparecido exatamente sobre o local considerado o epicentro do terremoto, como se fossem um aviso sobre a iminência do abalo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Lago manchado do Canadá pode virar spa



O lago Kliluk, também conhecido como “lago manchado" (spotted lake), na província canadense da Colúmbia Britânica, poderá se tornar um excepcional ponto turístico nos próximos anos. Dependendo de acordos que estão sendo negociados entre autoridades federais do Canadá, a família Smith Ernest (que é a virtual “dona” das terras) e remanescentes das tribos indígenas que vivem no local desde antes da chegada dos colonizadores europeus, poderá ser criada ali uma moderna estação balneária.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A porta do inferno fica no Turcomenistão


A “porta do inferno” existe e fica no Turcomenistão, no meio do deserto de Karakum. Na verdade, os turcomenos não tem nada a ver com isso, embora acreditem estarem próximos à entrada do reino de Satanás. Trata-se de uma enorme cratera, com 60 metros de diâmetro, aberta por ocasião de uma exploração de gás natural por geólogos russos. Na verdade tratava-se de uma caverna subterrânea e, quando as máquinas da prospecção de gás encontravam-se em plena atividade sobre ela, a terra cedeu. A caverna estava impregnada de gás e enxofre. Os técnicos que conduziam a operação acharam por bem incendiar o gás para evitar que alguém mais se envenenasse, acreditando que as chamas o consumiriam em pouco tempo. O fogo nunca mais se apagou e já se passam quase quarenta anos desde que começou.
Ninguém sabe quanto gás já foi consumido pelo fogo e tampouco quanto tempo ainda irá durar a fogueira. Também não foi divulgado se houve vítimas humanas quando do desmoronamento do solo e conseqüente abertura da cratera, embora se acredite que sim. Os habitantes da região conhecida como Darvasa, um povo seminômade constituído por menos de mil pessoas, acredita que o fogo jamais se apagará e afirma que, efetivamente, se trata de uma “passagem para o inferno”, baseando sua crença no extremo calor provocado pelas chamas do gás e pelo intenso cheiro de enxofre que emana do local. De tão intenso, o fogo pode ser visto até mesmo pelo Google Earth.

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ô Juquinha, o teu trem saiu da linha?


Foi preso nesta semana, em Goiânia, o cidadão José Francisco das Neves e mais dez pessoas, envolvidos num esquema de trambiques ferroviários. José Francisco, também conhecido pelo carinhoso apelido de Juquinha, foi presidente da Valec. A operação da Polícia Federal que prendeu os maracuteiros foi batizada por Trem Pagador. Mas, afinal, o que tem o Juquinha a ver com trens e trambiques?
A Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S. A. é uma empresa pública, cujo dono é a União Federal. Isto é, todos nós, cidadãos brasileiros, somos sócios dela. Sócios de tudo e donos de nada, como já dizia um velho amigo meu. É a mesma situação dos Correios e do Banco do Brasil, por exemplo. Entre outros objetivos, a Valec tem a incumbência de gerenciar a construção de ferrovias pelo país afora, em regime de concessão do Governo Federal. A obra mais importante é a construção da ferrovia Norte-Sul, entre as cidades de Panorama, no Estado de São Paulo, e Belém do Pará, com 3.100 km de extensão. Pois o Juquinha foi presidente da Valec no período de 2003 a 2010. Durante oito anos, portanto. Não é que nesse período o Juquinha ficou rico?
Pois então. Quando assumiu a presidência da dita cuja, o Juquinha era um rapaz pobre. Remediado, digamos. Tinha um patrimônio de pouco mais de 500 mil reais. Um carro, uma casa com TV e geladeira, uma foto do time do Flamengo, essas coisinhas. Hoje tem um patrimônio de mais de 65 milhões de pilas (o pila é a moeda oficial do Rio Grande do Sul, mas, cá entre nós, também serve de sinônimo para o real). Fizeram as contas? O patrimônio do Juquinha cresceu uns 13.000 por cento! Vá ser presidente bão lá em Brasília, sô! Cargo melhor que esse só o de presidente da CBF, né mesmo?
Não podia dar outra. A Polícia Federal, que nutre uma inexplicável implicância com os cidadãos que se dão bem na vida, enquadrou o Juquinha. Prendeu o dito cujo, a mulher dele e dois filhos. E mais sete outras pessoas, pois a PF acha que ninguém consegue ganhar 65 milhões em oito anos, só com o suor do rosto, trabalhando sozinho. E também apreendeu bens do Juquinha avaliados em 60 millones. Só por precaução, claro.
A estrada de ferro Norte Sul é um verdadeiro milagre de prodigalidade. Já na época do José Sarney na Presidência da República havia suspeitas de que alguma misteriosa mina de ouro se encontrava no caminho da ferrovia. O Juquinha parece ter descoberto a sua localização. E vejam bem: a estrada ainda não está nem funcionando. E há uma generalizada desconfiança de que a mina seque assim que a ferrovia fique pronta.
Na foto: Na Valec, políticos brasileiros analisam o “mapa da mina”. Pelas caras de satisfação, devem ter encontrado.


Aqui a mina está secando!
Bem, se a mina da Norte-Sul não seca há outras coisas que secam. A Nasa, aquela instituição norteamericana que explora o espaço cósmico (mas, curiosamente, não deixou ninguém rico até hoje – certamente por não ser brasileira) divulgou fotografias do planeta em que vivemos tiradas por satélite (só podia ser, né?) em 1978 e agora, em 2012. Sabem o que concluíram? As regiões desérticas da Terra estão aumentando e algumas outras regiões, outrora verdes, agora também apresentam indícios de desertificação.
A desertificação na Terra avança tanto quanto a corrupção na política brasileira. Os desertos hoje ocupam cerca de 22% das áreas sólidas da superfície terrestre. Há 34 anos, eram apenas 15%. A desertificação ocorre sempre nas áreas secas, de clima árido, semi-árido e sub-úmido. Vários lugares da África, inclusive Egito, o Oriente Médio, a China. a Índia e áreas das Américas do Norte e Central são as regiões mais afetadas pela desertificação. Mas o Brasil não está totalmente livre do perigo. O semi-árido nordestino é a região mais comprometida. Também há focos no sul do Pará, norte de Minas Gerais e oeste do Rio Grande do Sul.
O mau manejo do solo, o desmatamento, a ocupação indiscriminada pela população (geralmente de baixa renda) e a falta de chuvas (praticamente uma conseqüência) são as causas mais graves do fenômeno, permeado pelo aquecimento global, tanto um dos seus fatores de causa como também de efeito.
Há formas de combater a desertificação. O reflorestamento, práticas agrícolas com irrigação (água captada do subsolo) e hábitos preservacionistas e a melhoria do padrão de vida da população são algumas medidas importantes. É claro: os 65 mi do trembiqueiro Juquinha, somados a tantos outros mi de tantos outros mutreteiros cujo núcleo central se baseia na Capital da República ajudariam consideravelmente a diminuir as áreas desérticas dessa faustosa nação auriverde.


Não tem erro: errar é aprender
Você já cometeu algum erro hoje? Certamente sim, embora às vezes as pessoas nem mesmo se dêem conta de terem errado. E então? Você admite os seus erros? Costuma refletir sobre eles? E quais as conclusões que tira disso?
O fato de errar é a coisa mais trivial que existe. Todos nós erramos. Todas as nossas ações, desde as mais simples às mais complexas, estão sujeitas a erros. E isso pode ser positivo. As lições mais importantes da vida muitas vezes decorrem de erros cometidos.
Em muitos casos, a própria ciência se baseia em erros. Já ouviu falar na técnica da “tentativa e erro”? Pois é! É a fórmula empírica do experimento científico. Muitas descobertas aconteceram dessa forma. A invenção da lâmpada por Thomas Edison, por exemplo. Os chineses inventaram a bússola e os aborígenes australianos inventaram o bumerangue sem saberem explicar o que estava acontecendo. Mas foram fazendo experiências até que a coisa deu certo. Errando e aprendendo.
É exatamente isso. Consta que Edison, quando trabalhava no seu projeto da lâmpada incandescente, tinha um patrocinador que arcava com as despesas da pesquisa e também da remuneração do inventor. Decepcionado com os sucessivos insucessos de Edison, o patrocinador sugeriu que se dessem os trabalhos por encerrados. Ao ouvir essa decisão, o inventor retrucou: por que desistir agora, quando já sabemos muitas maneiras de como não fazer uma lâmpada? Já avançamos muito e hoje estamos mais próximos do que antes, de conhecer a forma certa de fazer as coisas.
O primeiro passo para tirar proveito do erro é admiti-lo. Persistir no erro é teimosia, é burrice, como já se disse um montão de vezes. Admitir o erro, refletir sobre ele para não repeti-lo e para fazer as coisas de outro modo, é o caminho mais sábio. Não admitir o erro é o pior erro que a pessoa pode cometer.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Nem todo arco-íris é um semicírculo


Pode ser um círculo completo também. Ou apenas um colorido diferente no céu, entre as nuvens. Mas não se trata de um arco-íris comum, porém um efeito semelhante. No primeiro caso (foto de cima) é chamado de “arco circunhorizontal” (nominho feio, né?). É causado pela difração dos raios de sol nos cristais de gelo formados numa nuvem do tipo cirrus e depende da posição do sol.
Para que surja um efeito semelhante ao da foto (tirada em Curitiba por Felipe Braga Ribas), é preciso que o sol esteja alto, acima de 58º sobre o horizonte e seus raios passem pela nuvem tipo cirrus formada por cristais de gelo hexagonais. A luz entra pela face vertical da nuvem e é refratada, como em um prisma e separada no conjunto de cores visíveis. Quando a face dos cristais está perfeitamente alinhada em paralelo com o solo o resultado é um espectro brilhante de cores que se parecem com um arco-íris.
Mas há também um outro tipo de refração da luz solar nas nuvens, conhecida por “arco-íris de fogo” (foto ao lado). É um fenômeno mais raro que o “arco circunhorizontal”. Ocorre quando os cristais de gelo estão orientados na posição horizontal dentro do cirrus. O efeito é o aparecimento das cores visíveis do espectro dentro da própria nuvem, como na foto de baixo.