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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Goianienses escorregam na jameleca



Conhece batida de jamelão? Só tem em Goiânia. Ficou com vontade, né? É, mas não se trata de bebida, não. É batida de trânsito mesmo. Batida de carro, de moto e até de bicicleta. Tudo por causa do jamelão, que é uma frutinha de um roxo tão intenso que parece preto. Também é conhecida por jambolão ou joá, em alguns lugares. É o fruto da jameleira, uma árvore que chega a dez metros de altura e produz excelente sombreamento. Uma pesquisa da Universidade de Campinas concluiu que o mesmo pigmento que a fruta tem, chamado de antocianina e que suja as mãos, mancha a roupa e até a pintura dos carros, é um excelente remédio contra o câncer. Mas os goianienses não querem saber dessa história e estão “p” da vida com o tal jamelão. Por causa das batidas. E dos escorregões.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Na nossa história ferroviária...


Na nossa história ferroviária quem leva ferro é sempre o povo. Mas não é só na história ferroviária. Recentemente o blog publicou uma matéria mostrando uma obra inexecutada na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco. Era a reforma do Forte Orange, um local turístico por excelência. Só que os problemas dessa natureza não são exclusividade do Nordeste brasileiro. Também aqui no Sul convive-se com coisas semelhantes. Em São Francisco do Sul foram erguidos dois monumentos à incapacidade administrativa pública. Na implantação do contorno ferroviário da cidade, obra que tiraria das principais vias do centro a linha férrea que tantos transtornos causa à circulação de veículos e pedestres; foram construídos dois viadutos e a coisa ficou por isso mesmo. A linha ferroviária, que deveria passar por cima de uma rodovia e por baixo de outra, simplesmente não saiu do papel. E os pontilhões lá estão, impávidos. E a placa, anunciando, com incrível precisão orçamentária, o valor da obra: R$ 19.052.256,16. É isso mesmo: quase vinte milhões de reais. Mortinhos ali, certamente esperando por um gordo aditivo.
Foto do autor

Eta trem feio, sô!


Feio e sujo! Quem vê uma composição ferroviária da América Latina Logística (ALL), concessionária de uma vasta malha de estradas de ferro nos estados do Sul do Brasil, fica imaginando que deve ser muito difícil lavar os vagões e as máquinas que tracionam os trens. Isto porque os equipamentos que rodam pelas ferrovias sob concessão da ALL estão pavorosamente sujos, malcuidados, muitos deles pichados e com a pintura original totalmente comprometida.
O maior problema é que em muitos dos vagões da ALL são transportados produtos alimentícios, com destaque para o óleo vegetal que é conduzido em vagões-tanque, igualmente sujos e desbotados. Quem vê uma composição dessas certamente vai boicotar as marcas das indústrias alimentícias que têm os seus nomes estampados nos vagões, pois a sujeira externa certamente induz o mesmo desleixo na parte interna.
Um capricho um pouco maior na limpeza dos equipamentos ferroviários não faria mal a ninguém, além de se constituir num respeito à própria população, que é obrigada a visualizar uma sujeira totalmente despropositada, especialmente quando as composições passam por uma área urbana. Além de carecerem de uma bela lavagem, muitos dos equipamentos que rodam por aí certamente fariam um papel bem mais simpático se recebessem também uma nova mão de tinta. Ou seria pedir demais?
Foto do autor

sexta-feira, 22 de junho de 2012

É. . . a culpa é do GPS


 Na cidade de Northbridge, estado de Massachusetts, EUA, uma mulher de 46 anos invadiu um campo de golfe com o seu automóvel. Ela entrou à esquerda numa rua em que o caminho natural seria virar à direita. Na delegacia de polícia para onde foi conduzida, Patrícia Maione contou que seguiu as orientações do GPS instalado no veículo, motivo pelo qual fez a manobra equivocada.
Apesar de não causar maiores danos materiais e tampouco atropelar alguém, pois o carro ficou preso num banco de areia do campo do turbulento e eletrizante esporte da elite norteamericana que, felizmente, estava deserto naquela hora, a desastrada motorista foi presa. As insensíveis e truculentas autoridades policiais, inexplicavelmente, não aceitaram as suas ponderações de falha do GPS e nem ao menos se dignaram a inspecionar o aparelho. Tudo por causa de um simples detalhe: a motorista estava completamente bêbada.