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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Já existe o café inalável. Vai uma fungada?



Já está no mercado um novo tipo de cafezinho. Só que, ao invés de ser ingerido na forma tradicional, ou seja, bebido, esse tipo pode ser inalado, pois vem num cartuchinho de plástico dotado de uma bombinha tipo spray. A bombinha já está à venda em várias cidades norteamericanas, custa três dólares e rende de 6 a 8 fungadas (contém 100 mg de cafeína). Cada uma delas corresponde (em volume de cafeína) a um cafezinho espresso (com “s” mesmo na primeira sílaba, pois não significa “expresso = rápido”, mas sim, “espresso = espremido (do verbo espremer)”.
A novidade é conhecida por AeroShot e foi criada pelo professor David Edwards, da Universidade de Harvard, que criou a linha de produtos Le Whif. Além do café, o Le Whif também apresenta o chocolate inalável, utilizando o mesmo princípio.
O novo produto é indicado especialmente para os viciados em café Eles, agora, não mais precisam ir ao estabelecimento da esquina para tomar aquele cafezinho. Basta ter uma dessas bombinhas no bolso e tomar uma fungada quando der vontade. Haja cafeína!
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sexta-feira, 9 de março de 2012

Campanha anti-sacola é questionada


Em São Paulo, uma campanha da Apas (Associação Paulista de Supermercados) visando eliminar a utilização de sacolas plásticas intitulada “Vamos tirar o planeta do sufoco” foi suspensa por decisão unânime da 1ª Câmara do Conselho de Ética do Conar, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária. A campanha vinha sendo divulgada em jornais e TV, além de ser feita por meio de cartazes no interior dos supermercados paulistas.
A decisão do Conar se baseou em evidências de má-fé dos estabelecimentos representados pela Apas e foi taxada de “propaganda enganosa”. Um dos tópicos destacados na decisão foi a definição de “sacolas descartáveis” para as embalagens plásticas e a frase “utilize embalagens reutilizáveis”. Na verdade, a sacola plástica não é totalmente descartável e não deixa de ser um produto reutilizável.
Em 31 de janeiro passado este blog já publicou uma nota sob o título “Trocando plástico por plástico” (veja no marcador “meio ambiente”, no bloco “navegação” do blog - coluna à direita), condenando a intenção dos supermercados paulistas em banir as sacolas. Naquele momento ainda não havia sido deflagrada a campanha, mas já existia a intenção, manifestada em várias matérias que circulavam pela internet e pela mídia. A suspeita do blog foi confirmada pelo Conar, de um objetivo econômico por trás da iniciativa supermercadista, pois os estabelecimentos sempre embutiram o custo das embalagens no preço das mercadorias. Agora, através de uma artimanha disfarçada de campanha ecológica, querem transferir este custo para os consumidores sem alterar os preços. Em outras palavras, os consumidores vão pagar por um produto que não vão levar.
O questionamento deste blog em janeiro aconteceu em função da reutilização das sacolas plásticas. Cerca de 90% delas é reutilizada para acondicionar lixo orgânico doméstico. Sem as sacolas, as pessoas passarão a adquirir embalagens específicas para o lixo, que também são de plástico (por isso o título “Trocando plástico por plástico”). Que as sacolas plásticas entopem os lixões Brasil afora não resta dúvida. Mas trocar esse plástico por outro plástico vai resolver o problema?
Outro questionamento deste blog: o tempo para degradação do plástico é mesmo de 100 ou 200 anos? Então porque as sacolas nas quais eu mesmo acondicionei alguns produtos para serem guardados no sótão já estão se desmanchando se foram utilizadas há pouco mais de um ano? Na verdade não dá para acreditar nessa história de 100/200 anos, pois ninguém sabe ao certo quanto tempo leva e todo mundo chuta.
Até parece que sou um antiecologista, mas não é o caso. Sou apenas um realista que não concorda com o terrorismo ecológico (e muito menos com as espertezas praticadas contra o bolso do povo).
Imagem: Portal Folha/UOL (http://www1.folha.uol.com.br)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Trigo brasileiro nas mãos da bur(r)ocracia


Produtores de trigo do Paraná estão alarmados com os preços praticados pela concessionária da malha ferroviária do Estado, a América Latina Logística (ALL). Apesar de estar a cerca de 70% do teto estabelecido pela agência reguladora ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), o preço se equipara ao do transporte rodoviário na maioria dos casos e até maior, quando o produtor precisa recorrer ao transporte intermodal com maior intensidade. Isso fica claro quando imaginamos que não há trem que consiga chegar aos campos de produção para fazer o carregamento.
O problema é sério, pois o encarecimento do transporte provoca uma redução na margem de lucro do produtor. Esse fator vem causando uma queda na área de plantio, por desestímulo. O Paraná, que é o maior produtor nacional respondendo por cerca de metade da produção brasileira, teve uma redução de 330 mil hectares na área plantada, nos últimos dois anos. Isso significa uma redução de quase um terço da área plantada e faz com que cresça a importação do trigo argentino, atualmente na faixa de 4 milhões de toneladas/ano. Em 2009 e 2010 o Brasil chegou a importar trigo do Canadá e dos EUA, pois havia “ruídos” na relação comercial Brasil-Argentina.
Parece incrível que o trigo produzido lá no Canadá chegue aos moinhos brasileiros com mais facilidade que o trigo plantado nos nossos campos auri-verdes. Alguma coisa não deve estar certa. Ou os estrangeiros são muito inteligentes ou nós é que somos burros demais. É necessário e urgente que os nossos órgãos públicos focalizem o problema com seriedade e apresentem uma solução. Talvez dê tempo: a nova safra deve ser plantada a partir de março próximo. Fica aqui o nosso brado retumbante (de protesto).
Fotografia: Google: (http://www.google.com.br)