No
município de Ipuaçu, no oeste catarinense, as lavouras amanheceram com
estranhas marcas, no sábado passado (primeira imagem desta matéria). Essas
marcas são conhecidas como agroglifos
(os norteamericanos chamam de cropcircle)
e já apareceram outras vezes na região, desde 2008. Essa é a quinta vez que
elas aparecem no município de Ipuaçu, sempre em plantações de trigo. Desta vez
a ocorrência se verificou a menos de mil metros do centro da cidade.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Touro tarado ataca fazendeiro
Essa aconteceu no estado norteamericano do
Arkansas. Um touro de uma fazenda no condado de Faulkner ficou meio doidão e
tentou, de todas as formas, fazer sexo com o seu dono. O bicho, que é um
reprodutor premiado em diversas exposições, estava sendo conduzido para o
cumprimento de sua honrosa e, digamos... exaustiva missão junto a um rebanho de
vacas que o esperavam, ansiosas...
Só que o touro estava mesmo impaciente e não
teve calma suficiente para esperar a chegada ao “ninho de amor”. Demonstrando
uma insuspeitada afeição pelo dono, partiu mesmo pra cima do fazendeiro que não
teve outra saída a não ser correr desesperado, mas mesmo assim foi alcançado,
só não entrando para o rol, das conquistas amorosas taurinas pela oportuna
interferência do capataz da fazenda e de outros peões que estavam nas
proximidades.
Dominar o touro não foi fácil, ele queria
mesmo era experimentar algo diferente em termos de sexo. Antes de acudir o
patrão, o capataz havia ligado para a polícia e, coincidentemente, o xerife da
localidade estava passando de carro pelas proximidades. Alertado via rádio, o
representante da lei foi até a fazenda. Em lá chegando, o pessoal ainda estava
às voltas com o enfezado animal e este, quando vislumbrou a viatura policial,
não teve dúvidas: acreditando tratar-se de alguma espécie estranha de animal,
partiu pra cima do carro, montando sobre o capô com inconfundíveis movimentos
sexuais. Com a ajuda do xerife e o empenho de todos os peões da fazenda o touro
foi finalmente dominado e encaminhado para as vacas que assistiram de longe a
proeza do seu amado, certamente sem entenderem patavina do que estava passando
pela cabeça dele.
Fora um amassado no carro do xerife e lesões
generalizadas porém pouco graves no fazendeiro, que deve ser de uma
irresistível sensualidade (na opinião de touros), não houve vítimas a lamentar.
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terça-feira, 10 de julho de 2012
De alhos a bugalhos, a China vende
Alhos e bugalhos. Bugalhos e bagulhos. Você
já não está farto de encontrar bagulhos chineses por toda parte? Mesmo os que
costumam passar ao largo das lojinhas de R$ 1,99, redutos infalíveis da
quinquilharia chinesa, já devem ter se deparado com produtos made in China em diversos e variados locais.
O problema não é só brasileiro. Quem agora está preocupado com a invasão
chinesa são os patrícios d’além mar. E o alvo da gritaria lusa não é nenhum daqueles
produtos baratinhos e ordinários normalmente encontrados nas lojinhas. Trata-se
de alho.
Isso mesmo. De alho. Cientificamente
conhecido como allium sativum, essa
planta cujo bulbo não só é comerstível e largamente empregado como condimento
como também usado com fins medicinais, é normalmente vendido nas feiras de
Lisboa. E o alho chinês agora invadiu o beco, sendo oferecido em algumas bancas
a preços inferiores a três euros por quilo. O produto português sai por cinco
reais. As donas de casa lusitanas, é claro, estão preferindo o produto
asiático, pouco se importando com a defesa dos interesses econômicos
portugueses. Afinal de contas, alho é alho em qualquer lugar, até mesmo na
China.
Os economistas da terrinha já encontraram a
explicação para o custo mais baixo do alho oriental. Na China, segundo eles (e
segundo o resto do mjundo), os camponeses tem renda baixíssima, chegando perto
da condição de trabalhadores escravos. Além disso, as plantações são feiras em
larga escala. O transporte também é barato, pois o alho não exige nenhum tipo
especial de embalagem e tampouco de refrigeração.
Mas resta um consolo aos patrícios de
além-mar: Portugal só produz 30% do alho consumido nos lares lusitanos e
precisa mesmo importar o resto. Seja da China ou de outros lugares.
Diferentemente do Brasil, que produz todo o alho consumido no território
nacional. Podemos dizer aqui: o alho é nosso! (pelo menos isso).
Mas a preocupação dos gajos lusitanos tem sua
razão de ser. Pelo preço com que entra no mercado português, o alho da China
pode arrebentar com os produtores locais. Pois é claro, ó pá! Quem pagaria €
5,00 por quilo do produto, se pode pagar 3,00? Nem mesmo os portugas, merrmão!
Alho
negro nos restaurantes do Brasil
Por falar em alho, você conhece o alho negro?
Está entrando no cardápio dos brasileiros, disponível já há uns dois anos em
vários restaurantes de várias capitais, principalmente aqueles que trabalham
com pratos orientais.
O alho negro, na verdade, não é outro senão o
bom e velho alium sativum, aquele
mesmo que os portugueses estão importando da China. Ele adquire a cor negra ao
ficar armazenado em estufa, com temperatura e luminosidade controladas, por um
período de três semanas a um mês. Nesse período ele fermenta, sua casca fica
dourada e a polpa negra. Adquire um sabor mais suave, lembrando o defumado.
Foi “inventado” no Oriente. Japão ou Coréia
do Sul, ninguém sabe ao certo (talvez em função da aparência do povo). E – não
podia ser diferente – é utilizado predominante em pratos asiáticos. Chineses,
inclusive.
Imagem:
http://www.virbrandi.com
terça-feira, 27 de março de 2012
Educação terá 1,8 bi por ano. Na roça.
Nesta segunda-feira (ontem), a presidente Dilma Roussef anunciou um upgrade no setor do ensino brasileiro, com a destinação de 1,8 bilhão de reais por ano, além da aquisição de 8 mil ônibus e 2 mil lanchas para o transporte escolar. Mas esse incentivo tem um destino específico: a educação na área rural. A realidade, porém, é outra: a educação auriverde clama por socorro em todas as áreas e, segundo se consegue apurar, a situação nas escolas urbanas não é melhor que nas da roça.
O anúncio foi feito no lançamento do Programa Nacional de Educação no Campo – Pronacampo – ocasião em que a presidente afirmou, com toneladas de razão, que a educação tem um papel estratégico na transformação do país e que precisa ser estendida a todos. Os recursos a serem destinados ao Pronacampo serão aplicados, basicamente, na infraestrutura das escolas e na capacitação de professores.
A providência é altamente positiva e vem num momento crucial (embora relativamente atrasado), em que o mundo inteiro volta seus olhos para o futuro e para o desenvolvimento tecnológico que está transformando o mundo. Mas é insuficiente. A educação brasileira, pelo menos pelo que se vê nas escolas públicas, está um caos. A baixíssima remuneração dos mestres é um dos motivos básicos, mas não é o único. Falta infraestrutura, o estado físico das escolas é péssimo, falta material de ensino ou é inadequado, e por aí vai. Mas o maior problema, segundo todas as evidências, é a famigerada política da “progressão continuada”, ou “progressão automática”. Trocando em miudos, o aluno não precisa mais estudar para passar de ano. Se ele não passa por méritos próprios, é “empurrado”. Sem precisar estudar para passar de ano, acaba a motivação e é aí que acaba todo o incentivo para a aplicação do educando.
A julgar a política educacional da presidente, talvez seja melhor mandarmos nossas crianças para a roça. Certamente vão aprender melhor que na cidade. Se a carteira escolar e o quadro negro não adiantarem, o cabo da enxada é uma excelente ferramenta de ensino.
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