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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Halloween vem aí



Vai ser na próxima semana, entre os dias 31 de outubro e 1º de novembro. A festa das bruxas é originária dos países de língua inglesa e vem a ser um resquício das antigas celebrações aos mortos, na tradição das festas pagãs. Embora não tenha qualquer ligação com as tradições brasileiras, o halloween vem se tornando cada vez mais popular entre nós, principalmente em razão das escolas de língua inglesa que incentivam a prática e a popularização dos costumes norteamericanos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Winchester, a casa mais assombrada do mundo



Fica nos EUA, como não podia deixar de ser. Na cidade de San José, Califórnia. Tem 180 quartos (originalmente eram oito) e corredores que não levam a lugar algum (parece algumas obras públicas brasileiras). Está aberta ao público e você pode conhecê-la. Basta acessar o site http://www.winchestermysteryhouse.com/ e adquirir um ingresso. Mas como é mesmo a tal casa? Vamos à história.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Seita maluca em Teresina esperava apocalipse



Na tarde/noite de quinta-feira (ontem, dia 11.out), mais de cem seguidores do “profeta” piauiense Luiz Pereira dos Santos fecharam-se numa casa do bairro Parque Universitário, zona leste da capital Teresina para esperar o fim do mundo. Na casa, que chamam de “arca”, eles rezam e cantam, acreditando que o “profeta” tenha incorporado o espírito de Jesus Cristo e que a humanidade inteira sucumbiria hoje, às 4 horas da tarde.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Mulheres atacam no Zimbabwe


Três mulheres que se consideram prostitutas estão sendo julgadas em Harare, capital do Zimbabwe. Elas são acusadas de atacar homens com a finalidade de roubar sêmem, que supostamente é usado em rituais de magia negra por algumas tribos nativas do país.
Em outra versão, o produto dos ataques seria utilizado na preparação de uma poção que teria efeitos sobre a sorte das pessoas, provocando bons augúrios a quem a ingere.
Concretamente, as três mulheres são acusadas de atacar um cidadão cujo nome está sendo mantido em segredo de justiça, embora no Zimbabwe (tal como no Brasil), não exista crime de estupro da mulher em relação ao homem. É que a maioria dos legisladores acredita que o mastro da bandeira só sobe sob ordens imperiais. Mas, segundo relato da vítima das moças simbabwenses, essa interpretação pode mudar.
O homem atacado pelo trio declarou, em entrevista a TV (na qual pediu para não ser identificado) que aceitou uma carona num automóvel ocupado pelas três garotas. Elas o convenceram a ingerir um líquido que lhe proporcionou um forte e incontrolável apetite sexual. Ato contínuo, elas pararam o carro na beira da estrada e foram “para um matinho”. Na falta de frutas silvestres para serem coletadas, os quatro acabaram se entregando à prática de certos exercícios físico-fisiológicos estimulados pela poção mágica ingerida pelo caroneiro. Ele contou que foi obrigado a manter relações com as três, por diversas vezes com cada uma.
As autoridades do Zimbabwe agora estão num dilema: ou desmascaram a “vítima” acusando-a de fanfarronice ou obrigam as moças a revelar a receita do milagroso elixir  afrodisíaco. Repórteres de vários países estão em Harare torcendo avidamente, junto com grande parte da comunidade masculina do mundo inteiro, pelo sucesso da segunda alternativa.
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terça-feira, 24 de julho de 2012

Hora morta: já ouvir falar?


Hora tenebrosa, quando os espíritos das trevas se vêem livres para atazanar a vida dos pobres mortais. Hora de sofrimento espiritual, de suores frios e medo incontrolável. Hora em que se abrem os portais que ligam o nosso universo físico ao universo sobrenatural. Hora do desvario, da loucura misteriosa em que as trevas ficam ainda mais densas, o ar mais pesado  e os demônios da noite festejam o poderio do mal que aflige a alma dos homens. Essa hora foi referida no famoso filme O Exorcista e também no O Exorcismo de Emily Rose. Afinal, que hora é essa?
A hora morta, no entender dos místicos, fica entre as três e as quatro horas da madrugada. Mais precisamente entre as três horas em ponto e as três horas e cinqüenta e nove minutos. Sabem por que?
Conforme os evangelhos, Jesus Cristo foi crucificado pela manhã e veio a falecer à tarde, justamente entre três e quatro horas (ou entre quinze e dezesseis, para os mais exigentes). Essa seria, então, a hora do Cristo. O seu inverso, entre três e quatro da madruga, viria a ser a “hora do anticristo”. Mas por que não acertaram o horário preciso? Será que nem mesmo lá no além eles sabem ao certo a hora da morte de Jesus Cristo?
Nem todos os místicos concordam. Muitos praticantes da magia negra preferem outra hora para fazer os seus “trabalhos” espirituais, a chamada “hora grande”, que é a meia-noite. Como a maioria dos trabalhos não pode ser feita em questão de instantes, sempre há uma extrapolação. Esse limite é, geralmente, as três horas da madrugada, mas há uma tolerância: até as quatro, que daí já começa a romper a aurora em muitos lugares e os galos podem começar a cantar. Isso (o canto do galo) é fatal para qualquer trabalho espiritual. Pifa mesmo.
A hora morta, entretanto, não é matéria só dos místicos. Começam a aparecer estudos científicos sobre a influência desse horário, entre três e quatro da manhã, sobre as pessoas. São relatados repetidos casos de pessoas com depressão que acordam sem motivo e têm a sua situação agravada nesse horário. E outras, mesmo não depressivas, que acordam misteriosamente às três e só conseguem conciliar novamente o sono às quatro ou depois disso. Uma explicação preliminar seria a de que, no auge da madruga, a frequência energética das pessoas atinge o seu nível mais baixo (inclusive a frequência cardíaca).
Não se deve confundir a “hora morta” com a “hora da morte”. Mesmo porque a hora da morte também tem lá os seus mistérios, como alguns casos registrados, de relógios da casa do falecido (e também os de seu uso pessoal) que misteriosamente param de funcionar exatamente no horário do passamento do dono. Mas essa é outra história, que prometemos contar em breve.
Imagem: http://onaturaleosobrenatural.blogspot.com.br


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sexta-feira, 20 de julho de 2012

A religião das bruxas (II)


Esta matéria é um complemento da publicada sob o
mesmo título na postagem de 17 de julho.
O objetivo desta abordagem é provocar uma reflexão sobre os tropeços a que o ser humano está sujeito quando procura uma orientação para os próprios passos na obscuridade do sobrenatural desconhecido. Ao longo de sua trajetória a humanidade passou por vários ciclos históricos, geralmente definidos por fenômenos ou ocorrências marcantes que possibilitaram uma ordenação razoavelmente didática a fim de nos possibilitar uma visualização mais ou menos clara dos tempos e modos de sua ocorrência. Assim aconteceu desde os primórdios da humanidade sob a forma de sociedade organizada e consciente e os ciclos que se verificaram serviram para marcar as várias etapas pelas quais passou o desenvolvimento material e moral do ser humano.

terça-feira, 17 de julho de 2012

A religião das bruxas


Estamos numa época em que muito se fala em “nova era”, especialmente quando a ideia é associada ao famoso calendário maia e sua previsão de “fim do mundo” para o mês de dezembro vindouro (nesse particular a questão é frequentemente ligada à chamada “Era de Aquário”). Com efeito, numerosos são os “estudiosos” que vinculam a data fatídica dos maias ao surgimento de uma nova ordem universal em que novos valores viriam para substituir a filosofia dominante no planeta, claramente orientada à valoração da materialidade em detrimento das virtudes do espírito humano. Alguém já chamou essa tendência de “renascimento do fenômeno religioso”.
Nesse contexto de novos conceitos e novas ideias aflora o renascimento da tendência natural do ser humano em direção às práticas religiosas com insuspeitadas exclusões das crenças mais tradicionais e mais difundidas, como o cristianismo, o islamismo e o judaísmo (geralmente excluídas aquelas normalmente associadas ao Oriente, como o budismo, o induismo, o brahmanismo e outras). Em paralelo, verifica-se, no seio das religiões tradicionais, o surgimento (em determinados casos) e o fortalecimento (em outros) de segmentos internos, como o caso da Cabala no judaísmo. Como resultado dessa (des)ordem generalizada, assistimos ao florescimento de práticas pouco ortodoxas fortemente ligadas ao misticismo, à magia e ao sobrenatural.
Uma dessas práticas atende pelo nome de palo. O nome certo da crença deveria ser nganga, em honra às suas raízes enterradas na África Central, de onde veio a seita acompanhando as levas de escravos trazidos para países da América caribenha, como Cuba, Porto Rico e República Dominicana. Na América do Sul essa crença ficou restrita a regiões específicas da Venezuela e aos poucos invadiu os EUA por conta da população afro-latina que para lá se transferiu em épocas posteriores. Na África, especialmente no Congo, a tribo bantu constituía o principal reduto da seita. O nome palo é de origem espanhola e, no caso específico, refere-se à madeira (palo = pau) com que eram confeccionados os totens e as imagens veneradas pelos praticantes, bem como aos cercados de pau em que eram delimitados os terreiros das práticas religiosas.
As raízes africanas, evidententemente, conduzem à conclusão de um estreito relacionamento do palo com as seitas africanas largamente conhecidas no Brasil, como o candomblé, a umbando e a quinbanda. É com esta última que o palo mais se identifica. O fundamento principal do palo está ligado à natureza e à veneração dos espíritos dos mortos, especialmente dos ancestrais. Essa particularidade talvez explique a disseminação da crença entre os escravos, pois a forçada disjunção familiar certamente os levava a cultivar lembranças intimamente relacionadas com os ancestrais.
Alguns rituais do palo chegam a merecer o rótulo de macabros, como as cerimônias envolvendo ossos de cadáveres e terra de cemitérios. Por isso o palo é considerado uma seita satânica pelos religiosos tradicionais. A cidade de Guayama, em Porto Rico, é considerada a “cidade das bruxas” pois é onde se concentra uma grande quantidade de praticantes e é o reduto de muitos terreiros (nganga) onde se praticam os ritos.
Imagens: http://minilua.com/religioes


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