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terça-feira, 23 de outubro de 2012

O alfaiate voador. Conheça esse figura



Era uma vez um alfaiate. Foi nos primórdios da aviação, bem no comecinho do século passado. O alfaiate Franz Reichelt, como já foi dito e repetido, era alfaiate. Austríaco de nascimento, trabalhava em Paris e gostava de meter o nariz onde não era chamado. Santos Dumont ou os irmãos Wright, sabe-se lá quem, já tinha(m) inventado o avião. Mas ninguém tinha se tocado em inventar o paraquedas. E na cabeça do intrépido mas despreparado Franz Reichelt a coisa foi borbulhando, borbulhando...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Do Rui ao Joaquim, os baluartes da Nação



Um baiano nascido no século XIX e um mineiro contemporâneo. Dois juristas ilustres que se notabilizaram, cada qual ao seu tempo, no trato dos interesses da vida pública brasileira.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Os faraós negros do Egito eram núbios


A história dos faraós negros do Egito está sendo agora desvendada pelos pesquisadores, através de muitas escavações, principalmente na região do atual Sudão. Até há pouco tempo a dinastia dos faraós negros era um mistério para os arqueólogos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Cientistas descobrem novo ancestral do homem


Paleontólogos alemães descobriram, no leste da África, ossadas de uma espécie de hominídeo até agora desconhecido. Não se trata nem do Homo erectus e tampouco do Homo habilis, as duas espécies de ancestrais da espécie humana até agora conhecidas da ciência. Na verdade, outro espécime semelhante já havia sido descoberto em 1972, mas os cientistas ficaram meio “na moita” porque não tinham maiores evidências de que se tratava de um ser diferente. Uma das características dessas ossadas encontradas numa região rochosa conhecida por jazida de Koobi Fora, próxima ao lago Turkana, no Norte do Quênia é o tamanho da cabeça, maior que a dos seus semelhantes que conviveram na mesma época. O esqueleto de 1972 também foi encontrado no Quênia.
A expedição científica responsável pelo achado é do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, da Alemanha, coordenada pelo paleontólogo Fred Spoor, com auxílio da colega Meave Leakey, do Turkana Basin Institute de Nairóbi. A idade das ossadas está calculada em cerca de 1,9 milhão de anos. Segundo os pesquisadores, as três espécies de ancestrais do homem conviveram mais ou menos na mesma época, mas não se relacionavam entre si, tal como hoje se dá entre as várias espécies de primatas. O espécime agora identificado ainda não tem denominação, mas – devido ao tamanho dos crânios – bem que poderia ser chamado de Homo cabeçudus. Como nós, o Homo sapiens, que somos os atuais bambambans do mundo, descendemos de uma dessas espécies (ou de todas elas um pouco), talvez seja interessante considerar que do Homo cabeçudus descenda uma boa parte da humanidade atual.
Imagem: http://www.estadao.com.br


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terça-feira, 26 de junho de 2012

Museu nos EUA nega Darwin


Na cidade de Petersburg, Estado do Kentucky, EUA, Ken Ham, um cidadão australiano, criou e instalou, em 20 hectares de terra, um museu criacionista com exposição de figuras animadas – inclusive dinossauros - em tamanho real. O criacionismo é a teoria que defende a história bíblica do Genesis, que aponta a origem dos seres humanos a partir de Adão e Eva, criados por Deus.
O museu custou 27 milhões de dólares. Apresenta várias encenações, com robôs fazendo o papel de animais e – claro, não podiam faltar – de Adão e Eva. Entre essas encenações há algumas impressionantes, como a do dilúvio (com dinossauros embarcando na arca), o Jardim do Éden com criaturas pré-históricas, os profetas do Antigo Testamento e a vida de Jesus Cristo. Há também um planetário e um teatro com 200 lugares (essa matéria tem sequência, clique na linha de baixo).

terça-feira, 12 de junho de 2012

Maná no deserto dá?


Uma teoria de algumas décadas atrás, que vinha sofrendo o descrédito do universo científico e também do teológico, volta a ganhar forças. É a do ufólogo e escritor suíço Erich Von Däniken que resultou no livro “Eram os Deuses Astronautas?”, publicado com estrondoso sucesso nos anos 70 do século passado. De acordo com a teoria de Von Däniken, seres de outros mundos teriam visitado a Terra em várias ocasiões do passado para, digamos assim, “dar uma mãozinha” aos humanos em algumas obras que até hoje suscitam surpresa e admiração, como as cidades da América pré-colombiana, as pirâmides do Egito, as esculturas da Ilha da Páscoa, Stonehenge e outras do tipo.
Pois as idéias de Von Däniken estão de volta. Novamente são postas em dúvida as possibilidades dessas obras monumentais, geralmente construídas com precisão milimétrica, envolvendo volumes colossais de material muitas vezes nem mesmo encontrado nas proximidades, além de uma instigante e minuciosa relação com fenômenos astrais, terem sido fruto do trabalho humano. Mas o mais intrigante nessa suposta relação extraterrestres-humanos está sendo a aventura

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Europa revive o Martelo das Bruxas


Malleus Maleficarum é o título de um livro publicado na Alemanha em 1487, de autoria de dois padres dominicanos, Jacobus Sprenger e Heinrich Kraemer. Esta obra, também conhecida como o Martelo das Bruxas ou o Martelo das Feiticeiras, invadiu a Europa inteira na Idade Média e foi o livro de referência para a caça às bruxas desencadeada durante o Renascimento. Inspirado na bula Summis Desiderantes, de 1484, do Papa Inocêncio III, pregava a eliminação de toda e qualquer atividade mística em solo europeu, dando, inclusive, instruções a juízes e tribunais de como proceder para a inquirição e a condenação dos acusados de feitiçaria, geralmente sentenciados à morte na fogueira. A própria Igreja Católica nunca reconheceu a obra e até mesmo a condenou em várias ocasiões. Mesmo assim, muitas pessoas inocentes foram para o sacrifício em nome de um falso sentimento de fé e de salvaguarda dos valores da família e da sociedade da época.
Pois hoje a Europa vive novo clima de caça às bruxas. Com a economia em frangalhos, os países europeus também procuram feiticeiras e feiticeiros por toda parte, na tentativa de encontrar uma fórmula mágica que os tire da penúria em que se meteram, fruto da própria incúria e prepotência, traduzidas na ostentação do status de países ricos, de nações do primeiro mundo e economias desenvolvidas. A idolatria ao deus ouro (e ao seu dileto filho euro) sobre todas as coisas fez com que voltassem as costas ao legítimo desenvolvimento social que, num passado não muito remoto, embalava os lares do Velho Mundo e prometia um futuro radiante para todos.
É bom que de tudo isso se tire uma boa lição: tudo aquilo que sobre um dia também pode cair.


terça-feira, 15 de maio de 2012

Escrita das cordas, a linguagem inca


O povo inca, que habitou um vasto território da América do Sul até a chegada dos invasores espanhóis, numa região onde hoje se localizam por completo a Bolívia e o Peru, além de pedaços do Equador, Colômbia e Chile e até o norte da Argentina, sempre foi conhecido por não ter tido um sistema de comunicação escrito, como a maioria dos povos daquela época.
Pois agora essa crença está para cair por terra. O povo inca usava um complicadíssimo sistema de fazer contas, consistente num arranjo de cordas e nós, por eles mesmos chamado de quipu, que remotamente lembra os princípios do ábaco. Esse sistema nunca foi satisfatoriamente entendido pelos estudiosos, apesar do empenho com que se dedicaram à tarefa de desvendar os mistérios do quipu (nas fotos: um quipu completo – acima – e um parcial – abaixo). Sabia-se apenas que as operações aritméticas básicas eram possíveis de resolução através do uso desse sistema.
Paralelamente, sempre se falou que o povo inca não poderia ter erguido as edificações encontradas pelos exploradores europeus, pela complexidade dos seus projetos e pela exatidão de sua construção, com precisão milimétrica de cortes, encaixes e superposições de pedras. A principal limitação sempre apontada pelos pesquisadores seria a ausência de um sistema de comunicação não-verbal, circunstância que levou muitos deles a cogitar da participação de seres extraterrestres nas referidas construções.
O professor de antropologia da Universidade de Harvard, Gary Urton (que está terminando um livro sobre este assunto), estudou exaustiva e detalhadamente os quipu incas e concluiu que, além de servir para os serviços de contabilidade, o sistema de cordas e nós também é um sistema de transmissão de linguagem. E pasmem: utilizando um código binário de bits, à moda dos modernos computadores! Os quipu seriam capazes de processar mais de 1.500 unidades de informação e, assim, conter e transmitir dados e mensagens de forma mais eficiente que qualquer outro sistema de comunicação não-verbal existente na época!
Se as edificações incas já suscitavam a perplexidade dos estudiosos e chegaram a ser consideradas obras de extraterrestres, que dirão então do seu sistema de comunicação?

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Um fantasminha, por favor!


Aqui bem perto, em frente a Praia da Enseada, está o Farol da Ilha da Paz. É um farol náutico, destinado à sinalização para os navios, especialmente para aqueles que entram para o Porto de São Francisco do Sul. Agora, também para os que demandam o Porto de Itapoá, já que entram pelo mesmo caminho, a barra da Baía da Babitonga.
O Farol da Ilha da Paz nasceu no comecinho do século passado. Foi inaugurado em 1906, portanto já fez mais de cem anos. Não é um farol assombrado por fantasmas (mal-assombrado, dir-se-ia antigamente!) É uma pena. Contribuiria para incrementar o turismo, caso fosse! Não que o sinaleiro seja hoje um adereço despiciendo, já se viu acima. Mas ter um farol com fantasmas é um charme, não acham?
Vejam o caso do Farol de Santo Agostinho, na Flórida (EUA). Construído em 1824, tem não só um fantasma; tem logo meia dúzia (esses norte-americanos são mesmo uns exagerados!) Conforme o testemunho de várias pessoas que por algum motivo já viveram no farol ou junto dele, como zeladores e familiares, e também visitantes eventuais (durante certo tempo a casa do zelador era alugada para fins de veraneio), foram vistos vultos: 1) do Dr. Ballard, o antigo proprietário das terras desapropriadas pelo Governo para a construção do farol, que foi morto por vizinhos, acusado de grilar as propriedades deles; 2) de um tal Andreu, um antigo zelador que morreu devido a uma queda quando pintava a parte externa da torre; 3) de três meninas que morreram quando brincavam com uma traquitana sobre trilhos construída para levar provisões dos navios para a casa-sede; 4) de um enigmático personagem etéreo (provavelmente um antigo faroleiro), sempre vestido de azul (o fantasma) e recendendo a charuto (aliás, segundo dizem, o cheiro de charuto é constante na parte interna do farol, mesmo sem nenhum fumante por perto).
De todos os acidentes fatais registrados, o mais comovente certamente foi o das três garotinhas. Duas delas eram filhas da Sra. Hezekia Pittee, uma senhora que havia alugado a casa do zelador para veranear, e uma amiguinha delas, uma menina afro-descendente. Elas brincavam com uma espécie de vagoneta sobre trilhos que servia para descarregar suprimentos dos navios, quando o trambolho se desprendeu e despencou no mar. Os corpos nunca foram encontrados. Embora continuem vagando constantemente pela área do farol, nunca são vistas juntas. Os outros fantasmas também só aparecem isoladamente (ainda bem).
Viram só? Tantos espíritos num lugar só e nós sem um mísero fantasminha para fazer a fama do nosso Farol da Ilha da Paz! Até em matéria de assombrações somos uma nação subdesenvolvida! Primeiro mundo já!
Imagem: Sobrenatural (http://www.sobrenatural.org)

Oba! Adiaram o fim do mundo!


No norte da Guatemala, nas ruínas de uma antiga cidade da civilização maia, na América Central, arqueólogos encontraram uma nova versão do calendário daquele povo pré-colombiano, aquela famosa “folhinha” que marca o fim do mundo para o dia 21 de dezembro deste ano. Segundo os pesquisadores, o artefato recém encontrado (foto) tem muitas particularidades em comum com o fatídico calendário antes utilizado para as sombrias previsões do apocalipse, mas diverge dele em relação ao c’est fini. Pelas interpretações do novo achado, o nosso planeta sobreviverá por mais 7.000 anos, pelo menos. Ufa!
Mas esperem: a notícia divulgada também dá conta de que esse “novo” calendário é o objeto desse tipo mais antigo já encontrado no mundo! Então, se ele é o mais antigo, o antigo passa a ser o mais novo, não é mesmo? Quer dizer, o calendário encontrado antes, aquele do 21 de dezembro, deve ser então mais novo que o que foi encontrado agora. Perceberam? O calendário mais novo, aquele que foi achado antes, corrige esse outro, aquele que foi encontrado agora.
Então, voltamos à estaca zero? O mundo vai acabar mesmo em 21 de dezembro? Já não estou entendendo mais nada!
Vamos fazer o seguinte: aquele que souber, com provas concretas (não vale testemunha), quando o mundo vai acabar de fato, por favor, me ligue ou passe um e-mail. Eu estou perdido!
Imagem: Rádio Voz da Rússia (http://portuguese.ruvr.ru)