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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Uau, os ETs mandaram um recado



O episódio completou 35 anos recentemente, e até agora o mistério continua. Em agosto do ano de 1977 o professor da Universidade de Ohio Jerry Ehman, um colaborador do SETI (sigla em inglês para Busca por Inteligência Extraterrestre), um instituto com sede em Delaware, EUA, rabiscou a palavra WOW num pedaço de papel que havia saído da impressora do seu computador. Wow é uma interjeição inglesa correspondente ao nosso “uau”, exprimindo um misto de espanto e alegria.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Betelgeuse vai explodir. Cuidado!


Na esteira das fantasias sobre o apocalipse esperado para o fim deste ano, por conta do famoso calendário maia, não apareceu por aí uma teoria de que o nosso planeta seria iluminado por um segundo sol, que brilharia dia e noite, tornando a vida humana simplesmente insuportável devido às suas implicações cósmicas? Estou inclinado a acreditar que sim, que de fato uma teoria desse tipo tenha sido lançada em algum lugar, só não lembro aonde.
Primeiro, é preciso considerar que o fim do mundo, inicialmente marcado para o dia 21 de dezembro de 2012, corre o risco de ser adiado por problemas técnicos. O cronograma oficial deve ter sido confiado a algum técnico do Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil que, como de costume, errou os cálculos. A nova data ainda não foi marcada, mesmo porque continuam em discussão os termos do contrato aditivo a ser firmado entre as partes, evidentemente com uma substancial revisão das cláusulas financeiras.
Mas, voltando ao tal “segundo sol”. Um cientista inglês, Brad Carter, da University of Southern Queensland, está anunciando que uma estrela gigante, da constelação de Orion, chamada Betelgeuse (seu nome oficial é Alpha Orionis), está prestes a explodir, de tão velha que é. Segundo os astrônomos, uma estrela, quando atinge o fim da sua vida útil, tende a se expandir desordenadamente até explodir. É o caso da Betelgeuse, atualmente classificada como uma supernova (não se sabe exatamente o porquê, mas quando os astrônomos chamam uma estrela de supernova é porque na verdade ela está supervelha). Essa explosão pode acontecer a qualquer momento, dentro de mais ou menos mil anos, e o tal de Brad Carter diz que está prestes a ocorrer. Como Betelgeuse (que em árabe significa “o braço do meio” – sabe-se lá o que isso quer dizer!) está a “apenas” 450 anos-luz da Terra, a sua explosão será sentida aqui. O tamanho dela é meio considerável: se o nosso Sol fosse do tamanho de uma bola de futebol, Betelgeuse seria do tamanho do Maracanã (na imagem é possível visualizar a comparação). Assim, teríamos luz gratuita dia e noite. Boa notícia para os planejadores do sistema elétrico brasileiro, que estariam temporariamente dispensados da árdua tarefa de projetar um reforço na disponibilidade de energia, e também para os consumidores de eletricidade, que teriam suprimido a incidência da taxa da Cosip nas suas contas mensais, naturalmente por iniciativa do Procon. Mas a iluminação extra da Betelgeuse só vai durar uns três ou quatro meses. Depois ela se apagará definitivamente, seguindo o mesmo destino do Ronaldo Fenômeno.
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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Fedidinho(a) não entra


O programa espacial chinês enviará ao espaço neste sábado (amanhã) uma missão tripulada com três astronautas, sendo um deles uma mulher: Liu Yang, de 33 anos, é piloto de caça e foi aprovada nos rigorosos testes a que são submetidos os tripulantes da nave Shenhou IX, que partirá da base de Jiuquan, no deserto de Gobi.
Liu Yang nasceu em Zhengzhou, na província de Henan, tendo entrado para a escola de aviação militar chinesa em 1997. É considerada uma piloto veterana, com mais de 1.700 horas de vôo. Antes de abraçar a vida militar, foi jogadora de voleibol.
A China é o terceiro país do mundo a mandar uma mulher para o espaço, após EUA e Rússia. A missão chinesa, cujo objetivo é o acoplamento da nave ao laboratório  espacial Tiangong-1, será comandada pelo capitão Wang Yapin, considerado um herói nacional pelo seu desempenho como piloto em missões de salvamento por ocasião do terremoto que assolou a região de Sichuan em 2008. O terceiro astronauta da missão é o piloto JIng Haipeng.
Um fato curioso: um dos critérios para a escolha dos astronautas foi o seu cheiro corporal. Quem tem problemas de odor corporal desagradável, incluindo mau hálito e bromidrose (o popular chulé), está fora da missão. Outros astronautas, também habilitados para a missão, teriam sido afastados por causa desse critério. A explicação para a sua utilização é o espaço disponível para os astronautas na nave, muito pequeno, e que obriga a uma proximidade muito acentuada entre eles. Já imaginaram viajar tanto tempo na companhia de alguém com cheirinho de gambá? Só não explicaram como fica no caso de uma eventual crise de flatulência. Na segunda foto, Liu Yang em treinamento, entre várias colegas da aviação militar chinesa. O jornal português que publicou a foto não especificou qual delas é a astronauta. Ganha um doce quem conseguir identificá-la.
Uma dúvida, presidenta Dilma: uma mulher aviadora é uma piloto ou uma pilota?

Imagem: Revista Exame (http://exame.abril.com.br) e Jornal de Notícias/Portugal (http://www.jn.pt)

terça-feira, 12 de junho de 2012

Maná no deserto dá?


Uma teoria de algumas décadas atrás, que vinha sofrendo o descrédito do universo científico e também do teológico, volta a ganhar forças. É a do ufólogo e escritor suíço Erich Von Däniken que resultou no livro “Eram os Deuses Astronautas?”, publicado com estrondoso sucesso nos anos 70 do século passado. De acordo com a teoria de Von Däniken, seres de outros mundos teriam visitado a Terra em várias ocasiões do passado para, digamos assim, “dar uma mãozinha” aos humanos em algumas obras que até hoje suscitam surpresa e admiração, como as cidades da América pré-colombiana, as pirâmides do Egito, as esculturas da Ilha da Páscoa, Stonehenge e outras do tipo.
Pois as idéias de Von Däniken estão de volta. Novamente são postas em dúvida as possibilidades dessas obras monumentais, geralmente construídas com precisão milimétrica, envolvendo volumes colossais de material muitas vezes nem mesmo encontrado nas proximidades, além de uma instigante e minuciosa relação com fenômenos astrais, terem sido fruto do trabalho humano. Mas o mais intrigante nessa suposta relação extraterrestres-humanos está sendo a aventura

terça-feira, 5 de junho de 2012

Vênus se intrometerá entre a Terra e o Sol


Hoje e amanhã, o planeta Vênus estará alinhado entre a Terra e o Sol, podendo o fenômeno ser visto a olho nu (dependendo da posição geográfica) ou através de uma transmissão especial da Nasa que poderá ser acessada no endereço eletrônico venustransit.nasa.gov (diretamente do Observatório de Mauna Kea, no Havaí). O fenômeno interessa muito aos astrônomos, que poderão aproveitar a oportunidade para visualizar novos planetas fora do sistema solar.
Esse fenômeno é cíclico e acontece em duas etapas: uma delas ocorre com um intervalo de oito anos e essa dupla passagem só volta a se repetir a cada 234 anos.
Os estudiosos místicos não poderiam perdem essa chance de associar o evento a ocorrências sobrenaturais. De acordo com os analistas da cultura dos maias, o fenômeno de hoje/amanhã está previsto no famoso calendário maia, aquele mesmo que prevê o fim da humanidade para dezembro deste ano. Embora não fique claro no que pode afetar os pobres mortais a passagem de Vênus diante do Sol, (sabe-se, cientificamente, que o fenômeno, por si mesmo, não vai mudar a vida de ninguém por estes lados), os “iniciados” já prevêem um novo ciclo, que deverá ser comandado por Quetzalcoatl, um mandachuva maia que teria vínculo com Vênus e que estaria para retornar à Terra após esse evento “para reconduzir a humanidade à sua totalidade multidimensional e a sua reconexão com as estrelas”. Seja lá o que for que isso signifique, cuidado! Coisas estranhas podem acontecer. Mas depois não venha por a culpa nos maias.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Buraco negro engole estrela e telescópio flagra


O telescópio Pan-S Starras 1, instalado no Havai, fotografou um momento em que um buraco negro situado numa constelação situada a 2,7 bilhões de anos-luz da Terra engolia parte de uma estrela gigante vermelha, “rasgando-a” literalmente. É a primeira vez que um fenômeno dessa natureza é flagrado por um telescópio terrestre. Se este evento foi fotografado agora, isso significa que ele ocorreu, de fato, há 2,7 bilhões de anos, que é o tempo que a luz levou para chegar até a Terra.
Segundo o astrônomo Suvi Gezari, da Universidade Johns Hopkins, lider do grupo de cientistas que estuda os buracos negros existentes no universo, provavelmente o hidrogênio existente na estrela foi sugado antes pelo mesmo buraco negro e isto fez com que o astro inflasse e se transformasse numa gigante vermelha.
Os astrônomos acreditam que em cada galáxia (inclusive na nossa) existe um buraco negro, pesando bilhões de vezes mais que o nosso Sol. Para encontrar o fenômeno agora fotogrado, a equipe de Suvi Gezari acompanhou centenas de milhares de galáxias em luz ultravioleta pelos telescópios da NASA, que varrem o céu todas as noites com o objetivo de encontrar ocorrências como esta.
Os cientistas não disseram, mas é fácil deduzir: é bom rezarmos muito para que a Terra não invente de passar perto de um buraco negro desses.
Imagem: Estação Astronômica Nunciatelli (http://astro.nunciatelli.com)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Ventos solares podem afetar a Terra


Há uns dois meses foi divulgada uma notícia sobre a ocorrência de explosões na superfície do Sol, que poderiam interferir no nosso planeta sob a forma de distúrbios magnéticos. Agora o Instituto de Geofísica Aplicada da agência de pesquisas russa Ros Hidromet está alertando que essas interferências podem atingir a Terra nos próximos dias, afetando meios de comunicação, equipamentos eletrônicos e até nas redes de energia elétrica. Mas não servem de justificativa para chegar atrasado no trabalho, na segunda-feira.
Segundo o Instituto, as tempestades magnéticas podem ser deflagradas quando coágulos de plasma lançados pelo Sol batem na magnetosfera terrestre. Quando atingem grandes proporções, como parece ser o caso presente, podem surgir falhas na configuração magnética do planeta, com consequências ainda não devidamente conhecidas.
Não está demonstrado se essas forças cósmicas atuam sobre a consciência das pessoas, o que até poderia não ser uma má idéia. A vida não seria bem melhor com uma porção de disparates a menos no nosso dia-a-dia?