Bem,
nós já vimos que existe gosto pra tudo. Mas os chineses gostam de exagerar, não
é mesmo? Está sendo assim com as taxas de crescimento deles. Vejam bem, estou
falando de crescimento econômico. Mas há outros, digamos, setores, que também
podem apresentar alguma coisa de insólito. E insólito exagerado pode fugir às
regras do bom-tom. Como é o caso desse restaurante em Taiwan (que também é
China, embora um pouco diferente). Vejam só.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Canadense produz vinho de tomate
Prepare-se para pagar mais caro pela
saladinha de cada dia. A de tomates, especialmente. Isso porque um vinicultor
canadense, da província de Quebec (de forte influência francesa), acaba de
inventar o vinho de tomates. Ele levou oito anos fazendo experiências e garante
que o produto é tão bom quanto o vinho de uvas, porém de paladar diverso
(também não seria pra menos) e teor alcoólico em torno de 10%.
Pascal Miche, o vinicultor (ou tomaticultor
como provavelmente será conhecido de agora em diante) produziu uma bebida que,
de acordo com os enólogos, tem “um aroma intenso, um corpo suave e uma
tonalidade dourada” e pretende fabricar e vender 34 mil garrafas até o fim
deste ano. A coloração amarelada do “vinomate” se deve à predominância dos
tomates amarelos na sua fabricação.
E por falar em tomate, está se aproximando a
célebre Tomatina, a festa do tomate
de Buñol, pequena cidade a 40 quilômetros de Valência, no leste da Espanha, que
sempre é realizada na última quarta-feira do mês de agosto. É uma verdadeira
farra, quando as pessoas jogam tomates umas nas outras, enchendo de meleca as
ruas do lugarejo (10.000 habitantes). Vem gente de todo mundo, dos EUA ao
Japão. No ano passado cerca de 50.000 turistas visitaram Buñol para a festa,
que dura apenas uma hora, aproximadamente. Em 2011 foram gastos cerca de 120
toneladas do fruto. A bagunça, quer dizer, a festa, teve início no ano de 1944
e é originária de uma brincadeira de crianças que usavam tomates descartados
pelos feirantes para brincar na praça principal de Buñol.
Tá bem, uma coisa não tem nada a ver com a
outra. Mas os farristas de Buñol podem ir tratando de arrumar outro tipo de
munição para a sua guerrinha anual, pois o preço do tomate deve ir às alturas.
A não ser que entre água na experiência do vinho tomático de Quebec.
Imagem:
http://br.noticias.yahoo.com
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terça-feira, 10 de julho de 2012
De alhos a bugalhos, a China vende
Alhos e bugalhos. Bugalhos e bagulhos. Você
já não está farto de encontrar bagulhos chineses por toda parte? Mesmo os que
costumam passar ao largo das lojinhas de R$ 1,99, redutos infalíveis da
quinquilharia chinesa, já devem ter se deparado com produtos made in China em diversos e variados locais.
O problema não é só brasileiro. Quem agora está preocupado com a invasão
chinesa são os patrícios d’além mar. E o alvo da gritaria lusa não é nenhum daqueles
produtos baratinhos e ordinários normalmente encontrados nas lojinhas. Trata-se
de alho.
Isso mesmo. De alho. Cientificamente
conhecido como allium sativum, essa
planta cujo bulbo não só é comerstível e largamente empregado como condimento
como também usado com fins medicinais, é normalmente vendido nas feiras de
Lisboa. E o alho chinês agora invadiu o beco, sendo oferecido em algumas bancas
a preços inferiores a três euros por quilo. O produto português sai por cinco
reais. As donas de casa lusitanas, é claro, estão preferindo o produto
asiático, pouco se importando com a defesa dos interesses econômicos
portugueses. Afinal de contas, alho é alho em qualquer lugar, até mesmo na
China.
Os economistas da terrinha já encontraram a
explicação para o custo mais baixo do alho oriental. Na China, segundo eles (e
segundo o resto do mjundo), os camponeses tem renda baixíssima, chegando perto
da condição de trabalhadores escravos. Além disso, as plantações são feiras em
larga escala. O transporte também é barato, pois o alho não exige nenhum tipo
especial de embalagem e tampouco de refrigeração.
Mas resta um consolo aos patrícios de
além-mar: Portugal só produz 30% do alho consumido nos lares lusitanos e
precisa mesmo importar o resto. Seja da China ou de outros lugares.
Diferentemente do Brasil, que produz todo o alho consumido no território
nacional. Podemos dizer aqui: o alho é nosso! (pelo menos isso).
Mas a preocupação dos gajos lusitanos tem sua
razão de ser. Pelo preço com que entra no mercado português, o alho da China
pode arrebentar com os produtores locais. Pois é claro, ó pá! Quem pagaria €
5,00 por quilo do produto, se pode pagar 3,00? Nem mesmo os portugas, merrmão!
Alho
negro nos restaurantes do Brasil
Por falar em alho, você conhece o alho negro?
Está entrando no cardápio dos brasileiros, disponível já há uns dois anos em
vários restaurantes de várias capitais, principalmente aqueles que trabalham
com pratos orientais.
O alho negro, na verdade, não é outro senão o
bom e velho alium sativum, aquele
mesmo que os portugueses estão importando da China. Ele adquire a cor negra ao
ficar armazenado em estufa, com temperatura e luminosidade controladas, por um
período de três semanas a um mês. Nesse período ele fermenta, sua casca fica
dourada e a polpa negra. Adquire um sabor mais suave, lembrando o defumado.
Foi “inventado” no Oriente. Japão ou Coréia
do Sul, ninguém sabe ao certo (talvez em função da aparência do povo). E – não
podia ser diferente – é utilizado predominante em pratos asiáticos. Chineses,
inclusive.
Imagem:
http://www.virbrandi.com
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