sexta-feira, 9 de março de 2012

Mataram o velho...


O gorila Idi Amim, o mais ilustre morador do zoológico de Belo Horizonte, morreu na manhã da última quarta-feira (07.mar), vítima de uma parada cardiorrespiratória. Os veterinários fizeram várias tentativas – infrutíferas – de salvar a vida do animal, que vinha apresentando sinais de doença desde meados do ano passado – inclusive insuficiência renal crônica e anemia aguda.
Suspeita-se, entretanto, que a morte do primata foi provocada pelo amor. O macaco de BH estava “viúvo” desde 1984, quando morreu a sua última (ou penúltima, ou antepenúltima, sabe-se lá...) companheira, Cleópatra, que havia sido transferida do zoo de São Paulo.
Idi Amim, que na verdade veio da França ainda criança, em janeiro de 1975, estava às vésperas de completar 40 anos de idade, o que é muita coisa para um macaco, mesmo sendo um gorila. A despeito da idade avançada, em agosto do ano passado arrumaram para ele nada menos que duas fêmeas, jovens e fogosas. Imbi e Kitta vieram da Fundação Aspinall, da Inglaterra. Segundo os funcionários do zoo da capital mineira, as duas macacas da terra da Rainha Elizabeth sempre tiveram um comportamento muito carinhoso em relação a Idi Amim, tendo permanecido ao seu lado até a sua morte (a dele).
Pois é... tudo indica que mataram o velhinho de tanto amor...
Fonte e fotografia: Diário de Pernambuco (http://www.diariodepernambuco.com.br)

Compre vinhos finos a R$ 1,99


Os vinhedos da França, especialmente na região de Bordeaux, estão sendo alvos de investidores chineses. Os orientais se encantaram com os vinhos franceses e não estão titubeando para ir fundo no negócio. Não se limitam a comprar os vinhos, compram logo os vinhedos e se preparam para explorar o negócio da vinicultura.
A última aquisição dos chineses foi o Châteaux Du Grand Mouëys, adquirido pelo milionário chinês Jin Shyan Zhang. O castelo fica a 30 quilômetros de Bordeaux, possui 60 hectares de vinhedos e produz vinhos finos, tintos e brancos. A proposta do investidor é exportar 80% da produção para a China e estimular o turismo, esperando receber pelo menos 10.000 visitantes chineses por ano.
Analistas do mercado estimam que o avanço chinês sobre a cultura de uvas na França esteja apenas começando. Provavelmente, aos poucos, estaremos assistindo a entrada de vinhos “made in China” no Brasil, talvez até na esteira da importação de bugigangas que entopem as lojinhas de R$ 1,99.
Imagem: Blog Sem Pressa (http://jusempressa.blogspot.com)

Campanha anti-sacola é questionada


Em São Paulo, uma campanha da Apas (Associação Paulista de Supermercados) visando eliminar a utilização de sacolas plásticas intitulada “Vamos tirar o planeta do sufoco” foi suspensa por decisão unânime da 1ª Câmara do Conselho de Ética do Conar, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária. A campanha vinha sendo divulgada em jornais e TV, além de ser feita por meio de cartazes no interior dos supermercados paulistas.
A decisão do Conar se baseou em evidências de má-fé dos estabelecimentos representados pela Apas e foi taxada de “propaganda enganosa”. Um dos tópicos destacados na decisão foi a definição de “sacolas descartáveis” para as embalagens plásticas e a frase “utilize embalagens reutilizáveis”. Na verdade, a sacola plástica não é totalmente descartável e não deixa de ser um produto reutilizável.
Em 31 de janeiro passado este blog já publicou uma nota sob o título “Trocando plástico por plástico” (veja no marcador “meio ambiente”, no bloco “navegação” do blog - coluna à direita), condenando a intenção dos supermercados paulistas em banir as sacolas. Naquele momento ainda não havia sido deflagrada a campanha, mas já existia a intenção, manifestada em várias matérias que circulavam pela internet e pela mídia. A suspeita do blog foi confirmada pelo Conar, de um objetivo econômico por trás da iniciativa supermercadista, pois os estabelecimentos sempre embutiram o custo das embalagens no preço das mercadorias. Agora, através de uma artimanha disfarçada de campanha ecológica, querem transferir este custo para os consumidores sem alterar os preços. Em outras palavras, os consumidores vão pagar por um produto que não vão levar.
O questionamento deste blog em janeiro aconteceu em função da reutilização das sacolas plásticas. Cerca de 90% delas é reutilizada para acondicionar lixo orgânico doméstico. Sem as sacolas, as pessoas passarão a adquirir embalagens específicas para o lixo, que também são de plástico (por isso o título “Trocando plástico por plástico”). Que as sacolas plásticas entopem os lixões Brasil afora não resta dúvida. Mas trocar esse plástico por outro plástico vai resolver o problema?
Outro questionamento deste blog: o tempo para degradação do plástico é mesmo de 100 ou 200 anos? Então porque as sacolas nas quais eu mesmo acondicionei alguns produtos para serem guardados no sótão já estão se desmanchando se foram utilizadas há pouco mais de um ano? Na verdade não dá para acreditar nessa história de 100/200 anos, pois ninguém sabe ao certo quanto tempo leva e todo mundo chuta.
Até parece que sou um antiecologista, mas não é o caso. Sou apenas um realista que não concorda com o terrorismo ecológico (e muito menos com as espertezas praticadas contra o bolso do povo).
Imagem: Portal Folha/UOL (http://www1.folha.uol.com.br)

terça-feira, 6 de março de 2012

Às heroínas da humanidade


Imenso é o tributo devido a esse oceano de grandezas, princípio e razão da própria humanidade. Mergulhados na mesquinharia do cotidiano, enfeixados no turbilhão das pequenas – e grandes – futilidades que constituem a chamada ‘vida moderna’, pouco percebemos os méritos da mulher. Só mesmo quando nos damos conta do tamanho das virtudes desses seres arrogantemente considerados ‘sexo frágil’ ao nos quedarmos em íntima reflexão, somos capazes de vislumbrar que muitas das boas faculdades a embalar a nossa combalida sociedade se devem ao gênio e à perseverança femininos, a distribuir quinhões de sabedoria onde grassa a mediocridade, sempre com seus gestos de solidariedade na amplidão da coragem com que busca a justiça e luta pelos seus ideais.
A homenagem é pequena, por maior que seja. Simbólica, a bem da verdade, até porque somos incapazes de retribuir na medida correta as tantas bênçãos recebidas de mães, de esposas, de irmãs, de tias, de avós (e bisavós e...) e mesmo de filhas pequenas ou grandes, que recheiam nossas vidas de mais vida, compartilhando solidariamente as nossas dores e os nossos júbilos, trazendo a felicidade para a nossa ansiedade e trocando por regalos os nossos flagelos.
Embora de forma modesta, aqui fica a nossa homenagem por este dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher.

Brasileiros e o chute no traseiro


Quase ninguém ignora o episódio proporcionado pelo secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, e a sua declaração de que os organizadores da Copa do Mundo de Futebol de 2014 precisavam de um “chute no traseiro” por causa dos atrasos nos preparativos para essa competição magna do futebol mundial.
Há quem veja na declaração do secretário geral uma ponta de crítica, não aos organizadores da Copa propriamente ditos, mas sim, aos representantes do Governo brasileiro por causa da “geladeira” em que foi colocado o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o todo-poderoso (até então) Ricardo Teixeira (na foto, com o beijoqueiro Valcke). Na verdade, Teixeira está sendo “fritado” e muita gente ligada ao esporte já dá por favas contadas o seu afastamento da entidade máxima do futebol tupiniquim ainda antes do pontapé inicial da dita cuja Copa do Mundo auriverde.
Os brasileiros, salvo pingadas exceções, sentiram-se ofendidos pela grosseria do secretário geral. Embora adoradores de chutes e pontapés, não os admitem fora dos palcos apropriados, especialmente em situações de flagrante vexame – ainda por cima nos próprios traseiros.
Apesar da irada resposta do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o fifeiro pediu desculpas colocando a culpa – como sempre – no mordomo. No caso, os tradutores, que não teriam sido capazes de verter corretamente os seus dizeres. Mais um episódio em que pedir desculpas não significa reconhecer a culpa, mas sim, transferir a culpa. E os mais humildes sempre pagam o pato, como o cachorro do quartel. Feito o pedido de desculpas, ele será aceito, obviamente, até porque recusá-lo seria uma grosseria tão ou ainda mais dogmática que a estupidez assacada por Jérôme Valcke.
Uma vez aceito o pedido escusatório tudo volta a ser como antes no quartel de abrantes. E os brasileiros que se sentiram atingidos pelo chute na bunda podem curti-lo à vontade. Jérôme atingiu o seu objetivo.
Ah, sim! Com relação à declaração do assessor da presidente Dilma, Marco Aurélio Garcia, de que Valcke seria “um vagabundo”, ela (a declaração) não vai fazer diferença nenhuma. Foi apenas para amortecer o chute.
Fotografia: Blog Tijolaço (http://www.tijolaco.com)

Dona Dilma manca na Alemanha


Quando dava uma entrevista coletiva para jornalistas no saguão do Kasten Hotel Luisenhoff em Hannover, na Alemanha, a presidente Dilma Roussef foi atingida por uma barra de ferro da sustentação do cordão de isolamento que a protegia do assédio de fotógrafos e quetais.
No momento da ocorrência a presidente falava da política de protecionismo e das barreiras tarifárias praticadas pelos países europeus. A presidente minimizou o incidente mas, mais tarde, ao passear pela cidade com membros da comitiva, Dilma puxava visivelmente a perna esquerda e pediu para voltar ao automóvel. Seu pé estava inchado.
Espera-se que seja apenas essa a mancada da presidente brasileira na Alemanha. Na foto, Dona Dilma (d) com Frau Merkel.
Fotografia: Estadão/Economia (http://economia.estadao.com.br)