sábado, 7 de abril de 2012

Pegaram o Batman na blitz


Porque o batmóvel estava irregular, sem placa. Quequéisso, meu caro! Logo você, um paradigma da justiça, um herói irretocável, irrefutável, irre... irrefletido, talvez? Ainda bem que você passou incólume pelo bafômetro, e nem foi preciso usar a malandragem brasileira de se negar a soprar no aparelhinho. Ainda bem. Tava de cara limpa, tudo OK.

Foi numa estrada do Estado de Maryland, nos EUA, que uma patrulha policial estava fazendo blitz para pegar motoristas borrachos. O herói da Liga da Justiça esqueceu que não estava em Ghotam City, onde todo mundo conhece ele, e andava tranquilamente com o seu batmóvel (sem placa) pela estrada. Ao guardas perceberam a falta dela e pararam a ilustre viatura. Ele não estava perseguindo bandidos, estava apenas se dirigindo a um evento onde iria alegrar a criançada.

Mas o famoso herói agora virou animador de festinhas infantis? Não é bem assim. O homem detido era Lenny Robinson, que vive promovendo ações filantrópicas. Ele tem uma Lamborghini preta (Oooohh!) e estava se dirigindo a um hospital, onde foi visitar e alegrar crianças internadas.

Depois de se explicar para os patrulheiros, Batman, quer dizer, Lenny Robinson, foi liberado, mas levou uma multinha pra deixar de ser descuidado.

Fotografia: O Fluminense (http://jornal.ofluminense.com.br)

Hoje é o Dia da Saúde


Comemora-se hoje o Dia Mundial da Saúde. Comemorar é força de expressão. Em outras partes do mundo até pode ser, mas aqui no Brasil é ocasião para lamentar. A situação em que anda a nossa saúde pública não oferece alternativa senão essa. Quase diariamente vemos nas emissoras de TV e nos jornais notícias horripilantes e entristecedoras sobre a saúde pública auriverde. Parecem ser infrutíferas as denúncias e os apelos para que alguma providência venha a ser tomada. Debalde. Esgotam-se as lágrimas, dissipa-se o choro e esvai-se o sofrimento daqueles que esperam e se desesperam nas filas dos hospitais e emergências. Muitas vezes a morte é o lenitivo para tanta dor. Ora sem leitos para abrigar os doentes, ora sem médicos para o atendimento, ora sem medicamentos para aliviar a dor dos pacientes, nosso serviço público de saúde é uma dantesca fantasia. Digna de filmes de terror. Uma vergonha internacional!

Mas é quase certo que virá alguém, ainda hoje, falando na TV sobre a saúde pública. E certamente dirá que a situação é para reflexão. Ora bolas, se reflexão resolvesse problemas, no tocante aos brasileiros, a maioria deles já estaria resolvida. A nossa saúde pública precisa de decisões, de ações, de atitudes. O resto é balela.

Misericórdia, Senhor!

Charge:Trollada (http://www.trollada.com)

terça-feira, 3 de abril de 2012

Os ostracistas

Em fins de agosto do ano passado, estava eu exercendo uma função pública em dos chamados cargos de confiança e repentinamente me vi transferido para o Departamento de Ostracismo. Passei a exercer um cargo de desconfiança. Toda administração que se preze, especialmente no caso das públicas, tem o seu Departamento de Ostracismo. Em alguns lugares o Departamento de Ostracismo é conhecido por geladeira. Por razões estratégicas – às vezes óbvias, às vezes nem tanto – normalmente esses órgãos são...

Conheça as cabras trepadeiras do Marrocos


Nossas avós já diziam: cabrito é bicho encapetado! É mesmo, a julgar pelos caprinos escaladores do Marrocos. Eles chegam a subir nas árvores para pastar, imaginem só! A foto está aí para comprovar. Esse tipo de cabra (da peste?) vive no sudoeste do Marrocos (principalmente) e na Argélia, países do norte da África de forte influência árabe e religiosidade predominantemente muçulmana. Mas a religião não tem nada a ver...

As cabras trepadeiras (e os bodes, seus maridos) sobem nas árvores de argão (ou argan – argania spinosa), uma planta semelhante a oliveira cujo fruto é a-d-o-r-a-d-o pelos bichos. Eles mastigam o fruto e o engolem, mas o organismo caprino só consegue processar a polpa. Dentro do fruto há uma semente, a castanha, que às vezes é cuspido pelos cabritos mas geralmente é excretado (você sabe como, né?)

Aí é que vem a parte interessante da coisa. Os pastores, criadores das cabras, não se importam nem um pouco com o fato delas treparem nas árvores. Nem morrem de rir das peripécias caprinas em cima dos galhos. Eles também não têm medo que elas caiam, afinal isso raramente acontece. O que lhes interessa, na verdade, é a castanha cuspida ou excretada (você sabe como, né?) pelos animais. A castanha é a cereja do bolo (desculpe a má comparação, mas é ela que dá a parte gorda do dinheiro magro que eles ganham). Eles seguem as cabras e vão catando as castanhas que elas cospem ou excretam. Não usam luvas. E vendem as castanhas. É porque da castanha se extrai o óleo de argan (ou óleo do Marrocos), produto utilizado como cosmético, especialmente no tratamento de cabelos.

Se você usa óleo de argan no tratamento capilar, saiba que a matéria prima do produto já passou por um processo muito especial – embora prosaico – antes de chegar à sua toilette. Um produto essencialmente orgânico, sem dúvida!

Imagem: Neofighters (http://www.snk-neofighters.com)

Dilma redescobre o caminho das Indias


Das especiarias às tecnologias. Passando pelas quinquilharias. Nossa presidente esteve na Índia, onde participou da 4ª Cúpula dos Países Emergentes junto com os representantes dos outros BRICS (trata-se de uma abreviatura da língua inglesa, constituída pelas iniciais de cinco países considerados “emergentes”: Brazil, Russia, India, China e South Africa).

Depois da cúpula (cuidado com as vogais!) Dilma Roussef participou de um encontro com autoridades indianas, num evento pomposamente (ou nem tanto) chamado de fórum empresarial. Não que a presidente tenha estabelecido uma nova rota comercial para as Índias, reprisando Vasco da Gama (nada a ver com o time de futebol) que insistentemente procurou (e achou) o “caminho das Índias”. Até poderia ser. Não devemos esquecer que o Brasil foi descoberto por acaso por causa do caminho para as Índias, desastradamente tentado por Pedro Álvares Cabral. Mas naqueles tempos Vasco e Pedro sairam da Europa – Portugal – e porque os portugas estavam, na época, loucos atrás das especiarias. As especiarias hoje são outras. Mais conhecidas como tecnologia, e a Índia é um dos países que pode transferir muitas coisas para o Brasil.

Mas a melhor notícia que a presidente anunciou na Índia não tem nada a ver com a Índia. É sobre a redução da carga tributária no Brasil, que ela promete atacar tão logo esteja de volta.

Precisava ir tão longe pra dizer isso, presidente?

Imagem: Blog do Johan Adonis (http://blogdojohanadonis.blogspot.com.br) 

Álcool x volante e a sentença do STJ

Segundo sentença do Superior Tribunal de Justiça (STJ) prolatada na semana passada, as provas contra motoristas embriagados que provocam acidentes com seus veículos ficam sensivelmente reduzidas. Decidindo estritamente de acordo com a letra da lei, os ministros do STJ concluíram que provas testemunhais e “vestígios” de bebida no interior dos carros, bem como imagens de vídeo, não podem servir de prova por serem passíveis de equívocos. Por outro lado, os envolvidos podem se recusar ao uso do etilômetro (popularmente chamado de bafômetro) e também ao fornecimento de material para exames laboratoriais, pelo princípio constitucional de que “ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo”.

A decisão do STF, embora rigorosamente amparada pela lei em vigor, acabou gerando acirrada polêmica, inlcuive com dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil e delegados de polícia Brasil afora vituperando contra o tribunal. Por outro lado, há um projeto de lei em trâmite no Congresso Nacional visando “endurecer o jogo” contra os motoristas beberrões. Esse projeto deverá ir à votação na Câmara dos Deputados nos próximos dias, mas não está claro qual será a “saída” para a constituição de prova contra os infratores.

No entanto, a solução poderá ser relativamente fácil. Por que não adotar o princípio da presunção de culpa? O suspeito de causar acidente por estar embriagado ao volante que se recusar ao uso do bafômetro ou ao exame de sangue será automaticamente considerado culpado, no grau máximo passível de consideração. É elementar: o suspeito pode se recusar a produzir prova contra si mesmo, mas essa recusa pode significar culpa, na medida em que o indivíduo, no caso, está se recusando também a produzir uma prova a seu favor, isto é, recusando-se a provar que não está embriagado. Pois está se-lhe dando uma oportunidade de provar inocência; não a aceitando, admite a culpa. Essa disposição deverá estar expressa no texto da lei, sob pena de (desculpe o trocadilho) ser também afastada pelos positivistas de plantão nos nossos tribunais superiores.

Charge: Gazeta do Povo (http://www.gazetadopovo.com.br)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Penteado comb-over em discussão


Você já deve ter visto dezenas (centenas, talvez) de anúncios na TV sobre remédios milagrosos contra a queda de cabelos. Alguns deles, além da suposta eficiência contra a queda, ainda garante a reposição dos pelos, isto é, o ressurgimento da cabeleira perdida, numa autêntica apologia à filosofia de que nem tudo está perdido, afinal. Nem mesmo a calvície é eterna. Deixe pra lá. Há outra solução. Bem, na verdade não se trata de uma solução, mas sim, de um paliativo. Na verdade também não é exatamente um paliativo, está mais para um disfarce, uma dissimulação. Do que se trata, afinal? Do penteado comb-over, claro!

Pois está em discussão o penteado comb-over. Não sabe o que é? Então você certamente não é careca. O comb-over foi inventado em Orlando, na Flórida, EUA (não podia ser em outro lugar!), no ano de 1977, quando Frank Jackson Smith e seu filho Donald inventaram o estilo. Foram premiados com o IgNobel, o prêmio internacional pelas invenções mais bizarras.

O modelito não serve para os carecas radicais, aqueles que não têm cabelo algum. Mas serve para a maioria, que perde os fios no topo do couro cabeludo (desculpe a impropriedade, o certo seria couro descabelado), mas continua com eles (os cabelos – desculpe pelo uso do plural!) nas laterais e muitas vezes também na nuca. Consiste em deixar crescer os cabelos onde eles ainda existirem, cortar em três comprimentos diferentes (um para cada lateral e outro para a traseira) e depois pentear em direção à região descabelada, uma parte sobre a outra. Aconselha-se deixar uma das laterais mais curta, a outra mais longa e a parte de trás em tamanho intermediário. Depois, pentear uma parte sobre a outra, sempre arrastando os cabelos para o topo da cabeça. Começar com a parte mais curta, depois a intermediária e, por fim, a mais comprida. Se não tiver cabelo na nuca, não faz mal. Também vale atacar somente pelas laterais.

Gostou? Experimente, não custa tentar. Se não fizer sucesso, paciência. Vale mais a tristeza de não ter vencido do que a desonra de não ter lutado.

Imagem: 5 Minutos (http://www.5minuttos.com)

O mistério da Casa Sagrada


O canal por assinatura History Channel leva ao ar hoje à noite (22 horas) um instigante documentário sobre a casa onde supostamente Jesus Cristo teria vivido seus primeiros trinta anos, ou seja, antes de sair em peregrinação para difundir os ensinamentos e a crença que mais tarde se transformariam no cristianismo. Segundo alguns estudiosos, seria também essa a casa em que Jesus nasceu.

De acordo com os relatos sacros, a casa teria sido misteriosamente transportada de sua localização original, na cidade de Nazaré, no território da antiga Galiléia (hoje é território israelense), para Loreto, na Itália. Essa mudança não teria sido feita por meios materiais, mas sim, por entidades espirituais, e teria ocorrido em  etapas. A primeira mudança teria acontecido no ano de 1291, depois que os mouros (árabes) invadiram a Palestina por volta do ano 1260 e destruíram o templo que protegia a casa. Segundo os registros, ela apareceu na Dalmácia, que hoje faz parte da Croácia. Em 1294 a casa sumiu da Dalmácia e apareceu na Itália, na cidade de Recanati (Ancona), num bosque de loureiros. A terceira mudança teria acontecido no próprio local, com o seu deslocamento para um outeiro, em terras pertencentes a dois irmãos que passaram a se enfrentar belicosamente por causa da súbita valorização da sua propriedade. Talvez por essa razão tivesse ocorrido a última mudança, no fim de 1295, também em pequena distância, até onde se encontra hoje em dia.

A história laica, entretanto, tem outra versão: nada de anjos nem arcanjos, nada de mistérios ou de milagres. A Casa Santa, efetivamente aquela em que moraram Maria e José, os pais de Jesus Cristo, teria sido transportada de seu local de origem para a Itália em viagem marítima que levou três anos. O traslado ocorreu por ordem do príncipe Angelo Comneno,  de Constantinopla, um dos dirigentes do que ainda restava do Império Bizantino, que vinha em queda livre diante da invasão muçulmana. Para salvar a casa sagrada, Angelo Comneno determinou a sua remoção e transporte para a Itália. A viagem, sim, sofreu várias interferências e interrupções, até mesmo por conta dos conflitos (predominantemente religiosos) ocorrentes em toda a região na época.

Independentemente do fato de a casa ter sido transportada por anjos ou por marmanjos, a região começou a receber levas de peregrinos em busca do lar sagrado. Em 1469 ergueu-se uma Basílica no local. Pouco a pouco formou-se uma cidade nas redondezas, a Loreto de hoje, na costa adriática da Itália.

Imagem: (http://aparicoesdejesusmariaejoseemjacarei.blogspot.com.br)

Russos querem ir à Lua


Um projeto que já está criando sérias polêmicas entre os entendidos no assunto e também entre o povo russo, é a volta do homem à Lua. A proposta é da Agência Espacial Russa, a Roskosmos, que pretende enviar astronautas ao satélite terráqueo até o ano de 2020. O custo do projeto corresponde a 30 bilhões de reais e, atualmente, o orçamento anual da Roskosmos é de apenas 120 bilhões de rublos, o equivalente a 7,2 bilhões de reais.

A grande jogada dos cientistas russos é construir uma estação espacial em solo lunar. Ela poderia servir como base de lançamento de naves interplanetárias, como as que pretendem explorar o planeta Marte. Mas o custo da empreitada assusta, e a resistência ao projeto ainda é muito grande. Segundo outra corrente de entendidos, nada justificaria essa gastança. Segundo essa corrente, “depois de 50 anos da expedição americana, não interessa a ninguém (a volta à Lua) e dificilmente pode constituir uma justificativa suficiente para demandar uma soma tão grande de dinheiro. O programa científico de exploração do satélite da Terra é, desde já, assegurado por expedições de veículos não tripulados de vários países, inclusive da Rússia”. Tudo indica que os cientistas russos também têm seus momentos de viver no mundo da lua.

Mas que seria excitante assistirmos novamente (para quem viu Neil Armstrong e Edwin Aldrin pisarem em solo lunar em 1969) um ser humano pisando na Lua, disso não há dúvida. E, para quem não viu (não vale ter visto o vídeo-tape – não é a mesma coisa!), certamente a excitação será ainda maior.

Imagem: Gazeta Russa (http://gazetarussa.com.br)