sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cartão nem sempre é sinal de crédito


Você já teve o cartão de crédito recusado em algum estabelecimento? Se não, parabéns! Você realmente é um cidadão (ou cidadã) consciente de suas responsabilidades e muito cuidadoso(a) com as suas coisas. E, sobretudo, tem muita sorte. Porque às vezes pode acontecer, e já aconteceu com muita gente, inclusive com alguns que se consideram (ou que efetivamente são) gente importante. É o típico caso daquele chavão “isso acontece com as melhores famílias”.
E quando acontece, é aquele constrangimento medonho. É uma vergonha total, aquele caso de não se saber onde enfiar a cara. Por azar, quando acontece, acontece sempre com uma plateia presente. Presente e ululante. Torcendo pra que tudo dê errado mesmo, quanto mais errado melhor. Você olha para os lados e só vê aqueles sorrisinhos amarelos no rosto das pessoas e não sabe se é compreensão, compaixão ou gozação.
E o pior de tudo é que muitas vezes você não tem a menor culpa. Suas contas estão absolutamente em dia, a conta do cartão foi religiosamente paga, ele (o cartão) está totalmente sob controle e, enfim, não há nada de errado consigo. Mas a caixa (ou quem faça as vezes) é implacável: o seu cartão foi recusado, sinto muito! Já aconteceu comigo, mas não me abalei, pelo menos na primeira tentativa. O cartão Vixe foi recusado? Não faz mal, saquei outro: experimente passar o cartão Mastigard. A caixa: Desculpe, senhor, mas também não deu certo. Retruquei: experimente na opção débito. Lá veio: infelizmente o seu saldo não é suficiente, senhor! Tri-humilhado, não tive coragem de olhar para as pessoas da fila, simplesmente deixei as compras no carrinho, puxei minha mulher pelo braço (ainda mais essa, estava com a patroa, ela mais vermelha que um tomate em fase de pré-apodrecimento!) e sumi dali o mais rápido possível. Fui direto ao banco e entrei vociferando: o que aconteceu com os meus cartões? Com o saldo da minha conta? Exijo explicações! O bancário atendente pegou meu cartão (um deles) consultou o computador e informou: não está acontecendo nada de errado, senhor. O seu cartão está perfeitamente normal, todos eles, aliás. Seu saldo é positivo, de x reais (quantia umas dez vezes maior que a compra que fazia no maldito supermercado). Agradeci as informações e decidi voltar ao estabelecimento que me fizera passar a vergonheira. Minha mulher me dissuadiu: não vale a pena, a maquininha deles deve estar estragada, não vai adiantar nada, vão das uma desculpinha e fica tudo por isso mesmo. Conclui que ela tinha razão e deixei pra lá. Pra lá não, para aquele supermercado eu nunca mais voltei, mas o episódio me deixou com um certo trauma: todas as vezes que vou passar um cartão num estabelecimento eu fico nervoso, chego quase a suar frio.
Mas o ocorrido comigo não é nada. Tem coisa pior e, quando mencionei lá atrás que isso pode acontecer com as "melhores famílias", não estava exagerando. Veja o caso da toda-poderosa Air France. Num vôo entre Paris e Beirute, no Líbano, o avião precisou fazer um pouso de emergência em Damasco, porque em Beirute o aeroporto estava fechado. A opção seria Omã, mas o combustível não seria suficiente. A única saída foi, então, a capital síria, onde a aeronave precisava ser reabastecida. Mas aí veio o problema. O cartão da empresa foi recusado! Você deve estar pensando: mas as grandes empresas não têm crédito nos aeroportos? Não tem uma espécie de conta, não podem “por no prego” um abastecimento? Acho que até devem ter, mas no caso da Air France e da Síria, o problema é que a empresa aérea cancelou todos os seus vôos para aquele país por conta da guerra civil que está grassando por lá. E a recusa do cartão deve ter sido uma espécie de retaliação (para quem não sabe, os governos da Síria e da França não se bicam faz tempo).
O capitão da aeronave chegou a pedir aos passageiros que se preparassem para “fazer uma vaquinha” para colocar um mínimo de gasosa no tanque, o suficiente para chegar a Beirute. Todo mundo se coçou e já tinham preparado uma listinha, quando o capitão informou que a empresa “havia dado um jeito” e conseguira encher o tanque. Ninguém ficou sabendo o quantum necessário se não houvesse “acordo entre as partes”.
Muito bem. Agora, se você já teve um cartão recusado, pode ficar aliviado. Não é só com você. Acontece até com as melhores famílias.

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Sabedoria oriental


Autor desconhecido
O aluno perguntou ao mestre:
- Como faço para me tornar o maior dos guerreiros?
- Vá até aquela praia e insulte a rocha que se encontra na beira do mar.
- Mas para que, se ela não vai me responder?
- Então golpeie-a com a tua espada.
- Mas minha espada se quebrará!
- Então agrida-a com tuas próprias mãos.
- Assim eu vou machucar minhas mãos . . .  e também não foi isso que eu perguntei. O que eu queria saber era como que eu faço para me tornar o maior dos guerreiros.
- O maior dos guerreiros é aquele que é como a rocha, não liga para insultos nem provocações, mas está sempre pronto para resistir a qualquer ataque do inimigo

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O mala dormiu na esteira


Que as esteiras para a recepção de bagagens, nos aeroportos, são um lugar adequado para malas, ninguém discorda. Agora estão sendo acupadas também pelos malas. Isto é, por aqueles caras que incomodam meio mundo e não estão nem aí.
O fato a seguir relatado aconteceu no aeroporto Leonardo Da Vinci, em Roma (Itália). Um mala, torrado de bêbado, acabou isolado na área restrita do aeroporto e, como não encontrou vivalma para ajudá-lo, resolveu “descansar” em cima de uma esteira de bagagens, atrás do balcão do check-in (que estava desativada – a esteira – naquela hora).
Meu avô já dizia, naqueles idos tempos, que bêbado dorme em beira de estrada porque pára pra descansar. Naquela época isso era meio comum porque a maioria das pessoas ia pra casa a pé após um longo dia de trabalho. Como grande parte do povo morava na área rural, a jornada geralmente era longa. E os bebuns, como não podia deixar de ser, paravam nos botecos antes de pegar a estrada. Aí, dava naquilo mesmo. Parece que a velha teoria foi confirmada mais uma vez. O sujeito do aeroporto de Roma, que é norueguês, confirma: borracho parou pra descansar, dorme mesmo. Não deu outra.
O caso do norueguês foi um pouco mais grave que aqueles dos beberrões de outrora que eram encontrados nas beiras de estradas, especialmente nas manhãs de domingo. Ele estava tão torrado que ficou uns quinze minutos na esteira em funcionamento e só foi localizado quando o sistema de raio-X da fiscalização de bagagens detectou a sua presença. Foi então retirado pelos funcionários da segurança do Da Vinci e mandado para um hospital, onde se encontra até agora sob suspeita de contaminação radioativa,
Na foto, o beberrão/dorminhoco sob as vistas do raio-X do aeroporto romano Leonardo da Vinci.

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“Brasil em Alta”, o livro de um quase expulso


Alguém se lembra daquele jornalista norteamericano que chamou o ex-presidente Lula de pinguço? Em maio de 2004, Larry Rohter, correspondente do New York Times na época, publicou um artigo em que afirmava que o hábito de “bebericar em excesso” do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinha preocupando as autoridades brasileiras e também a diplomacia internacional. No texto publicado pelo NYT Rohter fez uma comparação de Lula com o ex-presidente Jânio Quadros, um notório pé-de-cana. A matéria do jornal novaiorquino foi motivo de forte condenação do governo brasileiro e o jornalista ianque chegou a ser ameaçado de expulsão do Brasil.
Pois então. O tal de Larry Rohter não tem nada contra o Brasil, muito pelo contrário. Ele gosta do país e a notícia sobre Lula na verdade exprimia uma preocupação – se fundamentada ou não jamais se saberá. Ele agora (vivendo nos EUA) volta ao noticiário e novamente envolvendo o Brasil. O livro Brazil on the Rise, já traduzido para o português sob o título Brasil em Alta, foi lançado aqui no país pela Editora Geração Editorial e é um alentado estudo sobre o desenvolvimento do país nos últimos vinte anos, em que passou de uma atrasada nação agrícola para um dinâmico país industrial, chegando a figurar com destaque entre as principais economias do mundo.
Apesar dessa formidável evolução econômica, segundo Rohter, o Brasil ainda não consegue lidar bem com as suas mazelas internas, que incomodam a nação desde os tempos do período colonial, como o clientelismo, o fisiologismo e a corrupção, às quais se somam outras mais recentes, como os altos índices de criminalidade e a falta de cuidado com o meio ambiente. Rohter também acrescenta que essas chagas incomodam não só os brasileiros, como também aqueles que querem entender o Brasil e não conseguem. Por mais que o Larry Rohter garanta que entende de Brasil, a realidade é outra. Entender o Brasil nem os brasileiros conseguem...

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Ancião maluco mantinha prisão subterrânea


Uma maluquice inimaginável foi abortada por autoridades russas na semana passada. Uma seita comandada por um velhote desequilibrado mantinha várias pessoas presas num labirinto subterrâneo por mais de uma década. Muitas delas eram crianças quando foram aprisionadas e várias nasceram nesse cárcere e nunca viram a luz do sol.
A justificativa que o ancião maluco Faizrakhman Sattarov apresentou para as autoridades foi a de ser orientado por uma “luz divina”. Sattarov é muçulmano e se diz um profeta de Alá. A comunidade em que vive, na cidade de Kazan, capital do Tataristão (Tartária – a terra do molho tártaro), que fica às margens do Rio Volga também é constituída, predominantemente, de muçulmanos que, entretanto, não reconhecem a seita de Sattarov. Outros três dirigentes da seita foram presos juntamente com o líder aloprado, mas eles não quiseram se pronunciar sobre o fato. Todos serão julgados segundo as leis russas.
Nada menos que 65 pessoas viviam enclausuradas no subterrâneo, que tinha vários compartimentos, num total de 700 m². Vinte e sete eram crianças, muitas das quais precisaram ser internadas em hospitais devido ao precário estado de saúde.
O velhinho Sattarov, de 83 anos, comprovou que é mesmo doido de pedra. E os seguidores dele devem ser ingênuos de doer ou são aproveitadores de ocasião. Ou então, tão malucos quanto o chefe deles. Sattarov afirma ter visto a “luz divina” num momento em que presenciou as faíscas de um curto-circuito numa rede de alimentadores de troleibus (além de desequilibrado deve ser meio cego) e agora se recusa terminantemente a obedecer às leis russas, afirmando que o casarão que serve de sede à sua seita, bem como o cativeiro subterrâneo, constituem um “território do Islã”.
Na foto: Adultos e crianças deixando o cativeiro subterrâneo e, no destaque, o ancião que vê a "luz divina" nas faíscas dos curto-circuitos.

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Esportes sem politicagem, a solução


Nesta segunda-feira Cisso e Pitolo debateram a Olimpíada e o futuro dos esportes no Brasil. Vejam o diálogo:
Pitolo: Então, Cisso, curtiu muito a Olimpíada?
Cisso: Claro, Pitolo, claro! Acompanhei e torci muito pelos atletas brasileiros. Só fiquei triste por termos perdido duas medalhas de ouro quase certas, no futebol e voleibol masculinos . . . mas enfim, as derrotas também fazem parte do esporte . . .
Pitolo: Há quinze dias vice dizia que o esporte brasileiro estava pedindo socorro, que não teríamos muito sucesso nos jogos porque falta estrutura no Brasil. Estou vendo agora que muita gente está dizendo a mesma coisa. Depois da onça morta é fácil por o pé em cima e tirar a foto. O seu mérito é ter antecipado isso tudo, Cisso. Nos primeiros dias dos jogos você já estava apontando a carência brasileira no esporte. Acho que você continua com a mesma avaliação, não é mesmo? (Para ver o diálogo de Cisso e Pitolo de duas semanas atrás, acesse “O esporte brasileiro pede socorro”)
Cisso: Continuo com a mesma opinião, Pitolo. A Olimpíada apenas veio confirmar aquilo que as pessoas mais sensatas já vinham afirmando há muito tempo. O Brasil não possui uma infraestrutura mínima de formação de atletas, principalmente nos

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Cientistas descobrem novo ancestral do homem


Paleontólogos alemães descobriram, no leste da África, ossadas de uma espécie de hominídeo até agora desconhecido. Não se trata nem do Homo erectus e tampouco do Homo habilis, as duas espécies de ancestrais da espécie humana até agora conhecidas da ciência. Na verdade, outro espécime semelhante já havia sido descoberto em 1972, mas os cientistas ficaram meio “na moita” porque não tinham maiores evidências de que se tratava de um ser diferente. Uma das características dessas ossadas encontradas numa região rochosa conhecida por jazida de Koobi Fora, próxima ao lago Turkana, no Norte do Quênia é o tamanho da cabeça, maior que a dos seus semelhantes que conviveram na mesma época. O esqueleto de 1972 também foi encontrado no Quênia.
A expedição científica responsável pelo achado é do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, da Alemanha, coordenada pelo paleontólogo Fred Spoor, com auxílio da colega Meave Leakey, do Turkana Basin Institute de Nairóbi. A idade das ossadas está calculada em cerca de 1,9 milhão de anos. Segundo os pesquisadores, as três espécies de ancestrais do homem conviveram mais ou menos na mesma época, mas não se relacionavam entre si, tal como hoje se dá entre as várias espécies de primatas. O espécime agora identificado ainda não tem denominação, mas – devido ao tamanho dos crânios – bem que poderia ser chamado de Homo cabeçudus. Como nós, o Homo sapiens, que somos os atuais bambambans do mundo, descendemos de uma dessas espécies (ou de todas elas um pouco), talvez seja interessante considerar que do Homo cabeçudus descenda uma boa parte da humanidade atual.
Imagem: http://www.estadao.com.br


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Canadense produz vinho de tomate


Prepare-se para pagar mais caro pela saladinha de cada dia. A de tomates, especialmente. Isso porque um vinicultor canadense, da província de Quebec (de forte influência francesa), acaba de inventar o vinho de tomates. Ele levou oito anos fazendo experiências e garante que o produto é tão bom quanto o vinho de uvas, porém de paladar diverso (também não seria pra menos) e teor alcoólico em torno de 10%.
Pascal Miche, o vinicultor (ou tomaticultor como provavelmente será conhecido de agora em diante) produziu uma bebida que, de acordo com os enólogos, tem “um aroma intenso, um corpo suave e uma tonalidade dourada” e pretende fabricar e vender 34 mil garrafas até o fim deste ano. A coloração amarelada do “vinomate” se deve à predominância dos tomates amarelos na sua fabricação.
E por falar em tomate, está se aproximando a célebre Tomatina, a festa do tomate de Buñol, pequena cidade a 40 quilômetros de Valência, no leste da Espanha, que sempre é realizada na última quarta-feira do mês de agosto. É uma verdadeira farra, quando as pessoas jogam tomates umas nas outras, enchendo de meleca as ruas do lugarejo (10.000 habitantes). Vem gente de todo mundo, dos EUA ao Japão. No ano passado cerca de 50.000 turistas visitaram Buñol para a festa, que dura apenas uma hora, aproximadamente. Em 2011 foram gastos cerca de 120 toneladas do fruto. A bagunça, quer dizer, a festa, teve início no ano de 1944 e é originária de uma brincadeira de crianças que usavam tomates descartados pelos feirantes para brincar na praça principal de Buñol.
Tá bem, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mas os farristas de Buñol podem ir tratando de arrumar outro tipo de munição para a sua guerrinha anual, pois o preço do tomate deve ir às alturas. A não ser que entre água na experiência do vinho tomático de Quebec.
Imagem: http://br.noticias.yahoo.com


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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Idosa é atingida por um gato


A história não é das mais recentes, mas vale a pena contar por se tratar de um fato realmente insólito. Além disso, a vítima principal da ocorrência ainda se encontra desmemoriada e, segundo a família, com sério distúrbio mental decorrente do acidente. Aconteceu no início deste ano, em Buenos Aires. Não se tratou de um “boi nos aires”, como jocosamente os brasileiros denominam a capital argentina, mas sim de um “gato nos aires”. Aconteceu assim: um casal discutia acaloradamente no interior do apartamento em que vive, no quarto andar de um conjunto habitacional de Belgrano, bairro portenho. Objetos diversos voavam de um lado para o outro no interior do lar, até que o marido, por falta de munição mais adequada à mão, pegou o gato da família que ia passando (inadvertidamente, coitado! – gato também aparece no lugar errado na hora errada, às vezes) e arremessou-o em direção à mulher. Esta esquivou-se a tempo e o gato passou direto. Como a janela que dá para a rua estava aberta, lá se foi o gato para o espaço aéreo externo.
Como gato não voa (nem mesmo na Argentina), o bichano teria como destino estatelar-se em plena rua. Mas encontrou no caminho a cantora de ópera Betty Deli, de 65 anos (não, não era uma gatona!), que ia passando naquele momento (outra que estava no lugar errado na hora errada) e chocou-se contra a cabeça da senhora. Ambos, gato e cantora, foram ao solo, desacordados.
O casal parou imediatamente com a briga e foi olhar pela janela o destino do bichano. Quando viram a cena precipitaram-se para a rua e, constatando o estado da mulher, chamaram uma ambulância que conduziu a cantora Betty Deli para um hospital. Em estado de coma, ela ficou assim por mais de um mês e até hoje não se lembra do que aconteceu. Pior ainda: não reconhece mais os membros da própria família, vive falando bobagens e se tornou agressiva com as pessoas. A filha da cantora, Fátima, está acionando a justiça argentina para pedir indenização do casal briguento alegando danos às faculdades mentais da mãe.
E o casal e o seu gato? Dizem que as grandes tragédias aproximam as pessoas e fazem esquecer ódios e rancores. É verdade. A avaliação das tragédias, se grandes ou nem tanto, depende da avaliação de cada um. Para o casal briguento, a tragédia por certo não foi pequena, visto que o gato era, para eles, um membro efetivo da família, o sucedâneo de um filho que não têm. Por isso, choraram juntos a desdita do bichano que morreu no choque com a idosa, desmentindo a crendice popular de que os gatos têm sete vidas. Isso é puro mito, pois o casal jura de pés juntos que o gatinho nunca tinha morrido antes. Mas o seu fim foi nobre. Abalados, os brigões se reconciliaram e hoje vivem em clima de paz e harmonia (mesmo porque tem um baita processo judicial pela frente). A paz do lar voltou graças ao sacrifício do felino que, a essas horas, deve estar no além, sentado à direita do deus dos gatinhos.

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Touro tarado ataca fazendeiro


Essa aconteceu no estado norteamericano do Arkansas. Um touro de uma fazenda no condado de Faulkner ficou meio doidão e tentou, de todas as formas, fazer sexo com o seu dono. O bicho, que é um reprodutor premiado em diversas exposições, estava sendo conduzido para o cumprimento de sua honrosa e, digamos... exaustiva missão junto a um rebanho de vacas que o esperavam, ansiosas...
Só que o touro estava mesmo impaciente e não teve calma suficiente para esperar a chegada ao “ninho de amor”. Demonstrando uma insuspeitada afeição pelo dono, partiu mesmo pra cima do fazendeiro que não teve outra saída a não ser correr desesperado, mas mesmo assim foi alcançado, só não entrando para o rol, das conquistas amorosas taurinas pela oportuna interferência do capataz da fazenda e de outros peões que estavam nas proximidades.
Dominar o touro não foi fácil, ele queria mesmo era experimentar algo diferente em termos de sexo. Antes de acudir o patrão, o capataz havia ligado para a polícia e, coincidentemente, o xerife da localidade estava passando de carro pelas proximidades. Alertado via rádio, o representante da lei foi até a fazenda. Em lá chegando, o pessoal ainda estava às voltas com o enfezado animal e este, quando vislumbrou a viatura policial, não teve dúvidas: acreditando tratar-se de alguma espécie estranha de animal, partiu pra cima do carro, montando sobre o capô com inconfundíveis movimentos sexuais. Com a ajuda do xerife e o empenho de todos os peões da fazenda o touro foi finalmente dominado e encaminhado para as vacas que assistiram de longe a proeza do seu amado, certamente sem entenderem patavina do que estava passando pela cabeça dele.
Fora um amassado no carro do xerife e lesões generalizadas porém pouco graves no fazendeiro, que deve ser de uma irresistível sensualidade (na opinião de touros), não houve vítimas a lamentar.

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O “discurso do medo” incentiva atentados


Cisso e Pitolo estão novamente a debater assuntos interessantes. Nessa segunda-feira a questão fugiu dos habituais temas nacionais, mas o interesse também é grande quando o debate aborda uma matéria internacional. Acompanhe.
Pitolo: Acompanhando as Olimpíadas, Cisso?
Cisso: Claro, Pitolo, claro. Vibrei muito com a proeza do nosso Artur Zanetti, o Rei Artur ou, como a imprensa européia preferiu chamar, o “Senhor dos Anéis”.
Pitolo: Mas na semana passada você não estava criticando o esporte brasileiro, Cisso?

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Velhinha braba entra armada no banco


Aconteceu em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Uma senhora de 73 anos de idade, professora aposentada, julgou-se lesada numa agência do Banco Itaú, onde fora sacar uma quantia de R$ 500,00 de sua conta corrente. Ao chegar em casa constatou que faltavam R$ 50,00 do total. Como o expediente bancário já havia terminado naquele dia, terça-feira passada, voltou à agência no dia seguinte para reclamar.
Até aí, nada demais. Mas a velhinha estava mesmo furiosa com a caixa que a atendera e por isso resolveu ir ao banco devidamente armada. Agarrou um trezoitão do marido falecido e foi exigir os sagrados cinquentinha que a bancária lhe confiscara (involuntariamente ou não – não se sabe). Mas não encontrou a danada, que estava de folga. Nada que a impedisse de consumar a sua revolta. A vítima, por consequência, foi o gerente da casa, que teve o berro esfregado no nariz e, ato contínuo, não titubeou em – quem não haveria de? – entregar à distinta dama o valor pleiteado. Mas quem perde uma batalha não perde necessariamente a guerra e o gerentão não se deu por vencido. Assim que a senhora deixou a agência com o produto do resgate, denunciou o fato à autoridade policial legalmente constituída. Os representantes da lei, devidamente instruídos com o número das placas do carro conduzido pela velhinha, não tiveram maiores dificuldades em localizá-la e dar-lhe voz de prisão.
Conduzida ao distrito policial, a vetusta senhora foi devidamente autuada por porte ilegal de arma de fogo e ameaçada de passar uma razoável temporada no xadrez, já a partir daquele momento. Mas ela conseguiu safar-se da cana imediata morrendo com uma fiança de 630 pilas (ou reais, pra quem não entende o gauchês). Grande negócio, o da velhinha!
O mais inusitado do episódio não é o preju da profa jubilada, mas sim, o fato dela ter entrado empistolada no banco, passando incólume pela porta giratória. Giratória mas nada proibitória (e nem protetória, como diria o Vereador Dantas) à passagem de uma arma de fogo. Carregada, ainda por cima! Taí o zelo com o qual os bancos protegem as suas agências contra os bandidos! E eu, que sempre procurei tirar o celular, o molho de chaves e catar uma a uma todas as moedinhas dos bolsos e depositar tudo isso naqueles compartimentos feitos especialmente para este fim, com receio de ser barrado na dita cuja porta? Eu, hein?
Na foto, a idosa professora quando esperava para depor na Delegacia de Polícia.

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Se nariz pagasse imposto...


Para que serve um nariz (além de cheirar, naturalmente)? Bom, talvez ele sirva como acessório aerodinâmico, no caso do seu portador ser um praticante de pedestrianismo ou de ciclismo. Já para um lutador de boxe (ou outro tipo de luta qualquer, afinal), o nariz pode ser um estorvo. Não é o caso do turco Mehmet Ozyurek, da cidade de Artvin, cujo apêndice nasal mede 88 milímetros, bem medidos desde a sua base até a ponta. Não consta que ele seja um desportista, mas mesmo assim ele conseguiu entrar para o Guiness Book, o livro dos recordes (edição 2012). Não deve ter sido difícil meter o nariz no livro.
Desde que o dito cujo Guiness Book foi lançado, recordes totalmente bizarros passaram a ser moda. Existe recorde para qualquer coisa, por mais inútil ou inconseqüente que seja a marca. Essa do nariz até que não é das piores, embora até agora não se tenha logrado definir uma utilidade para um nariz desse tamanho. Aliás, parece mesmo que as desvantagens são maiores: além do esforço de transportar compulsoriamente o apêndice, o espirro desse cidadão deve despender um considerável esforço. Além disso, o aspecto visual não deve ser considerado como sendo dos mais atraentes. Faça você mesmo a comprovação pela foto.

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Roubaram o pipi do chinês


Pelo visto, uma bem sucedida carreira de Dom Juan foi abortada na China. Quando se deu conta, o chinês Fei Lin, da província de Zhekiang, no leste da China, estava sem o respectivo pênis. Ele foi socorrido num hospital, onde chegou sem o precioso órgão, alegando ter sido “roubado”.
Na sua versão à polícia, Fei Lin contou que estava dormindo em sua casa quando foi surpreendido por uma trinca de desconhecidos, que o golpearam na cabeça, fazendo-o perder os sentidos por alguns segundos. Quando recobrou a consciência, a vítima percebeu que sangrava abundantemente e... suprema emoção... constatou que o instrumento sexual havia sido totalmente decepado. Os agressores tinham sumido.
As autoridades policiais suspeitam que a agressão seguida de mutilação foi provocada por um grupo de maridos traídos, já que Fei Lin, de 41 anos, gozava da fama de garanhão na redondeza, com vários casos de conquistas no universo feminino local, incluindo mulheres casadas no seu extenso rol de aventuras. O desafortunado (e agora desguarnecido) cidadão não concorda com essa idéia; para ele, foram ladrões mesmo, embora ele próprio não saiba explicar o porquê do roubo de uma ferramenta tão específica que, afinal, não pode ser usada por outro que não o próprio “dono”.
Imagem: http://www.jn.pt


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E viva a vaca


Passávamos diante de um posto de gasolina e vi a grande placa anunciando o preço do produto. Comentei com minha mulher: a gasolina ali estava mais barata que na média geral dos postos. Ela ponderou, entre séria e sarcástica, que um litro de gasolina estava custando mais caro que um litro de leite.  Diante da realidade objetiva me vi obrigado a concordar, mas observei, meio sem saber exatamente o que estava dizendo:
- Isso é porque as vacas não produzem gasolina.
Minha mulher devolveu na mesma moeda:
- Ou será porque os postos de combustível não vendem leite?
Poderia tranquilamente continuar aquela conversa meio idiota, acrescentando que os automóveis não funcionam a leite, e se isso fosse verdadeiro os postos naturalmente venderiam também esse produto. Mas a observação me fez raciocinar. Por que um litro da gasolina custa mais caro que um litro de leite? Acaso os poços de petróleo precisam ser alimentados, assim como as vacas? Ou é porque o custo da exploração do petróleo é maior que o custo da manutenção de um rebanho bovino, acrescentado este, naturalmente, do custo da ordenha e do processamento do leite?
Difícil comparar. Principalmente para quem não dispõe de dados suficientes. Mas a reflexão serve para alguma coisa. Como pensar no fator político, por exemplo. Fator que influi diretamente no custo da produção do petróleo e que (felizmente) não tem lá grande influência na criação de vacas. Pelo menos, até agora não vi nenhuma guerra sendo deflagrada porque alguém abusou da vaca do outro. Por causa do petróleo, sim. Muitas e muitas guerras já aconteceram (e outras tantas devem acontecer ainda) por causa do petróleo. A humanidade parece mesmo mais atraída pelo “ouro negro” do que pelo “ouro branco”.
Por que será? O petróleo será mesmo mais importante do que o leite? Sim, está certo que o petróleo representa energia. Mas o leite também. Que seria das máquinas, dos caminhões, tratores e automóveis, se não fosse o petróleo? E o que seria das criancinhas, dos idosos, dos doentes e do povo em geral se não fosse o leite? Refletir sobre a importância do leite faria um grande bem para muitos governantes, geralmente insensíveis às queixas dos criadores, ordenhadores e processadores do precioso líquido quanto às naturais dificuldades do setor leiteiro. Pensando bem, melhor não. Melhor deixar assim mesmo, caso contrário teríamos certamente um aumento de preços. Esse tipo de conseqüência é inevitável quando o governo se põe a pensar sobre alguma coisa.
Sei lá... achei melhor dar o raciocínio por empatado entre a gasolina e o leite. Não, não seria justo. Afinal, o leite pode não ser mais importante que o petróleo, mas é tanto quanto, além de ser mais barato. Então, não estamos na Índia, mas... viva as vacas!
Imagem: http://g1.globo.com


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