É isso o que diz o poderoso banco
norte-americano JP Morgan, uma das maiores instituições financeiras dp mundo. Ele
(o banco) comunicou a Santa Sé que a conta dela seria fechada no próximo dia 30
de março, porque o Banco IOR (o Banco do Vaticano) não prestou as informações
que a filial do Morgan em Milão havia solicitado.
De acordo com o banco norte-americano, o IOR deixou de informar dados importantes que o colocam como “cliente de alto risco” em função
da lavagem internacional de dinheiro, prática que vem sendo duramente combatida
na Itália. As autoridades italianas suspeitam que tem truta no anzol. O Banco
do Vaticano também está sendo investigado pela Procuradoria Geral de Roma. Ele
(o Banco) opera de uma forma curiosa: diariamente, ao fim do expediente, o
saldo de caixa é zerado e o montante transferido para a filial do JP Morgan em
Frankfurt, Alemanha. Nos últimos dezoito meses foi registrado um movimento de
um bilhão e meio de euros entre os dois bancos. As informações pedidas pela
filial milanesa do Morgan na verdade foram apenas repassadas, pois tiveram
origem no Banco Central italiano, o Bankitalia.

Não é, portanto, uma grande surpresa a existência de uma
lavanderia nos domínios da Igreja romana, mesmo que o artigo manipulado não
seja exatamente a roupa suja de bispos e cardeais. Como roupa limpa não precisa
ser lavada, a suspeita é de que tal lavanderia esteja lavando roupa de fora.
Mas bancos não trabalham com roupa...
Fotografia: JPN/Portugal (http://jpn.icicom.up.pt)
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