sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Tráfico fantasma de drogas no Rio


Por falar em polícia do Rio de Janeiro, ela (a Polícia) encontrou farta variedade de drogas no Cemitério do Caju, na cidade de Campos dos Goytacazes. Entre o material foram encontrados 20 quilos de cocaína pura, 4.200 saquinhos de cocaína e 800 trouxinhas de maconha. As drogas estavam escondidas em quatro túmulos e não foi esclarecido se estes túmulos eram de traficantes (por favor, não pergunte se eram traficantes mortos).
O tráfico de drogas no Rio de Janeiro está tão intenso que nem morto escapa do envolvimento. A polícia carioca garante que tinha mandado judicial para fazer a operação, diante de denúncias de que teria ocorrido “violação de domicílio”. E o delegado responsável pela investigação garante que não haverá indiciamento post mortem.
Crédito fotográfico: Ururau (http://ururau.com.br/cidades10717)

NEM SOPA NEM PIPA


A Wikipedia entrou em greve de protesto por 24 horas e a ONG Repórteres Sem Fronteiras – e também o Google – emitiu nota de protesto. Elas fazem parte de um grupo de entidades que trabalham com a internet e se opõe a um projeto de lei que tramita no Congresso americano (foto) com a finalidade de acabar com a pirataria na rede. Na verdade, são duas as iniciativas em discussão nos EUA: a Stop Online Piracy Act (SOPA) e a Protect Intellectual Property Act (PIPA). Segundo as instituições, ambos os projetos são excessivamente restritivos e poderão acabar com a liberdade de expressão na internet.
Para os “protestantes”, os congressistas americanos estão querendo cortar a cabeça para acabar com os piolhos. 
Crédito fotográfico: Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/)

O ‘estrupo’ é fichinha


Dona Valentina estava preocupada quando ligou para a comadre (dela):
- Cê viu a senvergonhice na ‘Grobo’, Francisca?
- Que senvergonhice, Tina?
- O ‘estrupo’ da moça na festa do ‘bebebê’. Cê não tá assistindo o ‘bebebê’, Francisca?
- Tô sim, mas nem liguei pro caso do ‘estrupo’. Acho que é tudo marmelada...
- É mesmo, todo mundo sabe que é marmelada, mas o Pedro ‘Bilau’ ainda vem com a conversa que a ‘Grobo’ mandou o rapaz pra rua porque ele abusou da moça. Ora, faz favor, a moça vai deitar pelada do lado do rapaz e quer que ele fique quieto...
Pois então, senhoras e senhores. Abriu-se assim mais uma grande e importantíssima polêmica no cenário sócio-cultural-policial do Brasil. A polícia do Rio de Janeiro (que tem muito pouca coisa para fazer, afinal no Rio quase não há criminalidade, não é mesmo?) abriu um inquérito. O caso só não foi parar (ainda) no Congresso Nacional porque os parlamentares estão em recesso (felizmente).
Um discreto e educativo programa televisivo da maior rede brasileira foi palco das cenas que deram origem a essa sublime controvérsia: teria ou não teria havido o estupro de uma casta donzela que tomou um porre homérico (sem querer, evidentemente) e foi dormir ao lado de um rapaz dito afrodescendente (que outro epíteto pode gerar processo). O infausto evento teria ocorrido durante o desenvolvimento do citado programa, o qual reúne uma caterva de rapazes e moças que se obrigam a conviver numa casa durante um determinado tempo sem ter clara e absolutamente o que fazer, a não ser o cumprimento de certas “tarefas” abiloladas ditadas pela produção do programa e, claro, as obrigações típicas de qualquer monastério que se preze.
O mérito da questão – se é que há algum mérito nisso – não fica claro, nem poderia. Afinal, a causa delicti aconteceu debaixo dos lençóis – de um edredom, no caso, que o ar condicionado estava ligado (se não estivesse, também...). Como ninguém viu a cena real, fica-se só nas conjeturas, o que, afinal, pode ser até mais grave – ou mais licencioso – do que a coisa ao vivo. Mas que o caso rendeu, isso rendeu! Para gáudio ($$$), regozijo ($$$) e satisfação ($$$) da dona do programa, a intangível Rede Globo de Televisão.
Pode ser que muitos dos aficionados do BBB não gostem de futebol, mas este esporte tem uma fórmula que evita dúvidas dessa natureza. Existem os árbitros auxiliares, popularmente conhecidos por “bandeirinhas”, que têm, entre outras atribuições, a de acompanhar lances de polêmica interpretação, como os casos em que é crucial saber se a bola entrou ou não entrou (na meta de gol, bem entendido).
Mas, Dona Valentina, não se apoquente. Estamos no Brasil, onde as mais nobres casas, inclusive (e principalmente) as oficiais, têm casos muito mais escabrosos acontecendo debaixo dos panos do que a nossa vã filosofia pode imaginar. O ‘estrupo’ é fichinha... e o ‘bebebê’ também é ‘curtura’...
Crédito fotográfico: Terra (http://diversao.terra.com.br/tv/bbb12/fotos/ )

Dinheirama na conta: sorte ou azar?


Um professor indiano, Parijat Saha, que dá aulas no Estado de Bengala Ocidental e cujo ordenado mensal equivale a 1.200 reais, aproximadamente, foi surpreendido com um saldo de 600 bilhões de rúpias (cerca de 17 bilhões de reais) na sua conta bancária no State Bank of India. O professor, que esperava um saldo de modestas 10.000 rúpias não sabe de onde veio a grana, cuja origem nem o banco soube explicar.
Ignoro como é e como funciona o sistema tributário indiano, mas se fosse no Brasil o professor provavelmente estaria complicado para explicar pro ‘leão’ o caso que não tem explicação. Mesmo não sendo dono do dinheiro, o que, normalmente, para o fisco brasileiro, é mero e irrelevante detalhe. Em São Paulo, por exemplo, uma jovem do Marrocos ficou 14 meses presa porque uma mala despachada no nome dela, contendo 4,7 kg de cocaína, foi apreendida pela PF. Só que a mala não era dela. Segundo se apurou, a mala da jovem foi trocada por uma quadrilha internacional de tráfico de drogas. A moça ficou esse tempo todo presa na Penitenciária de Santana (SP) porque um dos agentes federais que participaram da prisão estava em licença para tratamento de saúde (?!?!)
Crédito fotográfico: Digital Journal (http://digitaljournal.com/)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ratos no Senado? Imagine!!!

Na semana passada, em pleno local de trabalho, uma servidora do Senado foi mordida por um rato. Não se trata de linguagem figurada, foi um rato mesmo, talvez um parente longínquo do Mickey Mouse (ou do Ratinho da TV). Em consequência, a Administração da casa decidiu convocar o Centro de Zoonoses do Distrito Federal para avaliar a situação. Após minuciosa investigação, na qual foram ouvidos vários funcionários (como testemunhas), o Centro de Zoonoses concluiu que no local não proliferam apenas ratos e ratazanas, mas também abelhas, gambás e escorpiões. Ato contínuo, foi determinada a dedetização do local, com enfoque especial na desratização.
Imediata, pois o Congresso está em recesso e assim os parlamentares não serão afetados.
Charge: Google (http://www.google.com.br/)

Lei seca para sapatos motorizados?

Um cidadão californiano, Peter Tradway, inventou sapatos à base de rodas movidas a bateria, que levam o usuário com mais conforto (?!?!) e menos esforço que o andar normal. O invento, batizado de SpnKix (não perguntem como se pronuncia!) foi apresentado na Feira de Tecnologia em Las Vegas (EUA) e funciona a semelhança de patins, com velocidade regulada por controle remoto.
A invenção provavelmente não vingará no Brasil. Não só pelo estado (de sítio?) das calçadas na maior parte das cidades brasileiras, mas também pela famosa aversão de brasileiro por regras de conduta. Ou vocês acham que o tal sapato pode ser usado assim, sem mais nem menos?
Já imaginaram um sujeito saindo de uma balada as quatro da matina, de cara cheia, andando nas ruas com sapatos que funcionam como se fossem patins motorizados?

Crédito fotográfico: BBC Brasil (http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos)

Quiropraxia é boa contra torcicolo

Uma pesquisa da Northwestern Health Sciences University, de Minnesota, EUA, recentemente publicada na revista especializada Anals of Internal Medicine concluiu que a quiropraxia é muito mais eficaz que o uso de anti-inflamatórios ou outro tipo de tratamento para as dores nas articulações, em especial para a região do pescoço.
Muito bem, mas afinal de contas, o que vem a ser a quiropraxia? Nada mais do que uma técnica de massagem que difere das massagens comuns por não se aplicar à musculatura, mas sim às articulações. Trocando em miúdos, trata-se daquela técnica usada pelos massagistas japoneses que fazem as juntas estralarem até serem colocadas no devido lugar. Na maioria das vezes é feita assim: o massagista distrai o paciente com umas alisadinhas na maciota, contando como conheceu a Sra. Kimiko, sua atual esposa e, de repente... zupt! De supetão, quando o paciente está de fato distraído, já imaginando as cenas de um casamento japonês, lá vem aquele golpe e o indefectível estralo. Pronto, a junta já está no seu devido lugar. Às vezes dói um pouquinho, mas o preço é o mesmo.
O problema é quando se trata do pescoço. Aí o buraco é mais embaixo, como sempre, embora o enguiço seja mais em cima. E quem garante que o tal massagista japonês não tenha sido outrora um eficaz destroncador de pescoços? Talvez até tenha sido treinado no sítio dos pais, onde poderia ter sido o encarregado de preparar a passagem das hóspedes do galinheiro para a panela na preparação dos almoços de domingo? Poder, poderia, mas quanto a isso fique tranquilo: japoneses não apreciam galinha ao molho pardo. Mas se o massagista for mineiro, desconfie.
Em suma, o seguinte: se você tiver coragem, no próximo torcicolo procure um massagista japonês (e também passe adiante aquele ingresso que você ganhou para assistir a um jogo de tênis). Talvez até aprenda alguma coisa sobre casamentos japoneses. Mas saiba que pode correr o risco de sair do consultório andando de ré e olhando por onde anda.
Em tempo: o tratamento não é indicado para quem tem osteoporose. Por motivos óbvios.
Crédito fotográfico: Fotosearch (http://www.fotosearch.com.br/fotos-imagens/)

Ministro Bezelho e a “indústria do molhado”


No mitologia antiga era comum a adoração a entidades duais – meio isso e meio aquilo, como o leão com cabeça de serpente, o homem com cabeça (e rabo) de touro (o minotauro), os meio-homens e meio-cavalos (os centauros) e outras esquisitices semelhantes.
Como brasileiro não se dá por achado e não fica devendo nada a ninguém, não podíamos ficar sem um desses seres ambivalentes (nem sempre tão valentes assim). E apareceu um, meio bovino e meio leporídeo (para quem gazeteou as aulas de ciências, os leporídeos são a família das lebres – e dos coelhos também). Portanto, o nosso ser mitológico seria um cruzamento de boi com coelho. Mais precisamente, um filhote de boi, um bezerro. Como macho com macho não se criam nem procriam, vamos mudar de bezerro para bezerra. Assim fica melhor: da união dos dois opostos, masculino e feminino, surge a síntese, o produto mitológico. Misto de um coelho com uma bezerra. Perfeito para os padrões da mitologia. Bezerra com coelho, um bezelho. Mas, como respeito é bom e cabe em qualquer lugar (proíbo piadinhas!), vamos escrever o nome com inicial maiúscula. Afinal, trata-se de um ser importante. Então tá: Bezelho!
Como é praxe acontecer com todos os seres especiais, o Bezelho nosso precisaria ser integrado à história e, assim, foi entronizado num tal de Ministério da Integração Nacional, onde poderia se desenvolver eficaz e confortavelmente, exercendo a função vital peculiar aos bovinos jovens, a de mamar nas tetas da vaca-mãe. No caso, as tetas são amplas e fartas e atendem pelo estranho nome de erário público (a redundância é proposital).
A dualidade do nosso Bezelho não fica só na sua estrutura constitutiva, espalha-se ainda pelas suas incursões às tetas, isto é, às verbas: na sua terra de origem comprou duas vezes um mesmo terreno (placidamente como um bovino, e ligeiramente como um leporídeo). Com dinheiro público, claro, que Bezelho é Bezelho e não Burrelho. E também nomeou dois parentes para cargos públicos (por onde anda a Lei do Nepotismo?)
Mas não adianta chorar sobre o leite mamado. Quem não deve estar gostando das façanhas do Bezelho são as vítimas das enchentes em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e adjacências. Na carência do precioso leite (de água já estão cheios), ficaram chupando os dedos porque no ano passado o Bezelho mandou quase todas as verbas do Ministério da Integração Nacional (“da Entregação Nacional” não ficaria melhor?) destinadas a obras contra alagamentos para o seu Estado natal, Pernambuco e, mais especificamente, para o seu curral eleitoral, a região de Petrolina, cidade da qual já foi prefeito duas vezes (de novo a dualidade aparece na vida do Bezelho). Agora, reparem bem no que fez o mitológico ser: mandou verbas contra enchentes para uma região que fica bem no meio do famoso “polígono das secas” (veja acima uma foto bem característica). Esse “polígono” já engoliu quase tanto de verbas públicas quanto o que os americanos gastaram nas guerras da Ásia. Lembram da famigerada “indústria da seca”? Quantos “coronéis” nordestinos não ficaram milionários com ela? Pois então, parece que o Bezelho quer agora iniciar a “indústria do molhado”. Primeiro, vão as verbas contra as enchentes. Depois, as da transposição do Rio São Francisco (contra a seca). Afinal, aquela região tem problemas de seca ou problemas de enchentes?
Na semana passada, ao se explicar no Congresso Nacional, esperto como coelho e diante de um reduzido número de parlamentares (os exaustos congressistas estão a gozar de merecidas férias), o Bezelho disse que as acusações são manobras políticas que visam prejudicar o seu partido. O partido dele é o PSB, mas ele foi formado nas equipes de base do PDS (aquele da sustentação da ditadura militar). Se a política brasileira fosse um assunto sério seria o caso de perguntar: o que tem a ver uma camarilha ideologicamente vinculada à direita reacionária – como o extinto PDS – com o atual repositório das artimanhas bezelhinas, o PSB – um partido de esquerda, socialista até no nome? Não é preciso responder, dá para entender: para se manter agarrado às tetas, não importa o chão em que se pisa, nem o teto sob o qual se abriga e nem a cor da camisa que se veste. Afinal, que mal há em se aprender a cantar o hino nacional dos Países Baixos se a vaca for holandesa, não é mesmo?
No Congresso Nacional, o Bezelho foi bovinamente aplaudido. Pudera: na plateia só estavam as vaquinhas de presépio.
Crédito fotográfico: Brasil Escola (http://www.brasilescola.com/brasil/a-seca-no-nordeste.htm)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Matérias interessantes


Camelino Parvo nos brinda com dois episódios inéditos que podem ser conhecidos na página dele. Clique sobre a logo abaixo para acessar:

 
Nosso amigo Dr. Adauto Vieira, ilustre advogado e escritor joinvilense, agora também radicado em São Francisco do Sul, nos brinda com interessantes histórias dos tempos idos na Manchester Catarinense. São deliciosas passagens de um tempo que não volta mais. Para ver, clique na logo abaixo: